21 jan, 2026 - 00:16 • Lusa
O presidente do Conselho de Administração da VASP afirmou esta terça-feira que o objetivo da empresa é resolver a questão da distribuição de jornais e revistas e que não quer "pedinchar nada".
Marco Galinha falava na comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, no âmbito de uma audição da administração da VASP, a requerimento do grupo parlamentar do Chega sobre a anunciada suspensão este mês da distribuição de imprensa em oito distritos do interior do país.
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"O nosso objetivo é resolver este problema", disse o gestor, sublinhando, por diversas vezes, estar preocupado com as pessoas no interior do país, onde já não é viável distribuir jornais desde 2019.
"Não queremos pedinchar nada, se a atividade não é viável é deixar de fazer", sintetizou.
A VASP convidou ainda os deputados a visitarem a empresa para verem a complexidade do trabalho de distribuição de jornais e revistas.
Marco Galinha disse ainda desconhecer qualquer proposta de solução enviada pelo Governo à Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP).
Por sua vez, o administrador da VASP, Rui Moura, adiantou que a empresa teve uma reunião recente com a ANMP e que não lhe foi comunicado nada sobre o tema.
O administrador citou ainda dados de um estudo que mostra que Portugal contribui com 40 cêntimos por habitante por ano para os media, o Luxemburgo com 16 euros e Espanha com 11 euros.
Marco Galinha afirmou também, no Parlamento, que um alto quadro da empresa foi informado pelo gabinete do ministro da tutela que está proibida qualquer comunicação entre a empresa e o executivo.
O gestor tinha afirmado que a VASP tinha sido proibida de falar com gabinete do ministro da Presidência, António Leitão Amaro, quando questionado sobre se tinha mantido reuniões com o Governo para encontrar uma solução para a distribuição da imprensa no interior do país.
"A VASP não foi chamada, proibiram a VASP de falar com o gabinete do senhor ministro", afirmou Marco Galinha.
Instado a explicar como obteve esta informação, o gestor contou que "há um alto quadro da VASP que foi informado (...) pelo gabinete do senhor ministro que está proibido de haver qualquer comunicação entre a VASP" e a tutela.
"Em comissão de inquérito, se trouxerem cá as pessoas, se ela existir, isso será apurado", prosseguiu.
Questionado sobre a razão, disse desconhecer. "Não sei. Eu fiquei surpreendido porque é que isso aconteceu. Porquê é que proibiram a VASP de resolver um problema de Portugal", questionou.
Marco Galinha disse ainda que sentiu que tinha havido disponibilidade, vontade, da parte do Governo em resolver a questão da distribuição.
"Eu só gostava de perceber porque é que estava tudo feito e nada aconteceu. Eu estive em reuniões (...), estava tudo feito", continuou.