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Meteorologia

Estado do tempo agrava-se a partir desta tarde: aviso vermelho por causa da neve em cinco distritos do Norte e Centro

22 jan, 2026 - 08:17 • Olímpia Mairos

Depressão Ingrid leva IPMA a emitir avisos de chuva, vento, neve e agitação marítima com risco elevado sobretudo no litoral.

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Os efeitos da passagem da depressão Ingrid por Portugal continental começam a sentir-se a partir da tarde desta quinta-feira, com chuva por vezes forte, vento intenso, queda de neve e agitação marítima, levando à emissão de vários avisos meteorológicos, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

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A previsão aponta para céu muito nublado, com aguaceiros, em especial nas regiões Norte e Centro até ao meio da manhã, passando depois a períodos de chuva, que poderá ser forte a partir da tarde. Está também prevista queda de neve acima dos 1.000 a 1.200 metros de altitude, com a cota a subir temporariamente para os pontos mais altos da serra da Estrela entre o meio da tarde e o final do dia.

O vento deverá soprar fraco a moderado do quadrante oeste, rodando temporariamente para sul durante a tarde, tornando-se moderado a forte no litoral e nas terras altas, com rajadas que podem atingir os 75 quilómetros por hora e os 90 quilómetros por hora, respetivamente. É ainda possível a formação de gelo em alguns locais do interior Norte e Centro. As temperaturas vão registar uma pequena descida.

Aviso vermelho

Vários distritos do Norte e Centro do país vão entrar em aviso vermelho devido à queda de neve, a partir da meia-noite de sexta-feira, anunciou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com o instituto, Braga, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu estarão sob o nível máximo de alerta, pelo menos até às 9h00 de sábado. Em causa está a previsão de neve acima dos 600 a 800 metros de altitude, com acumulações que podem atingir 20 a 30 centímetros acima dos 800 metros, além da possibilidade de formação de gelo.

O IPMA alerta para perturbações graves na circulação rodoviária e eventuais impactos no abastecimento local, sobretudo nas zonas mais afetadas pela acumulação de neve.

Esta situação meteorológica está associada à passagem da depressão Ingrid por Portugal Continental, cujos efeitos começam a intensificar-se a partir da tarde desta quinta-feira. O fenómeno motivou a emissão de vários avisos meteorológicos relacionados com chuva, vento, neve e agitação marítima.

Ainda devido à neve, os distritos de Coimbra, Aveiro, Castelo Branco, Guarda e Bragança vão estar sob aviso laranja, o segundo mais grave, alguns deles já a partir das 21h00 desta quinta-feira.

Por causa da chuva, o IPMA colocou sob aviso amarelo os distritos de Lisboa, Leiria e Coimbra entre as 15h00 e as 18h00 de hoje. Já Viseu, Évora, Porto, Vila Real, Setúbal, Santarém, Viana do Castelo, Aveiro, Castelo Branco, Portalegre e Braga estarão sob o mesmo nível de aviso entre as 15h00 e as 21h00.

A situação mais crítica está, no entanto, prevista para o mar. Os distritos de Porto, Faro, Setúbal, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Beja, Aveiro, Coimbra e Braga vão estar sob aviso vermelho de agitação marítima no sábado.

O alerta máximo vigorará entre as 3h00 e as 19h00, devido à previsão de ondas de noroeste com 7 a 9 metros de altura significativa, podendo atingir 15 metros de altura máxima, ao longo de toda a costa ocidental.

Estes distritos estão já sob aviso laranja, enquanto Faro (costa ocidental), Setúbal, Lisboa, Leiria e Beja se encontram sob aviso amarelo devido ao estado do mar. O IPMA emitiu ainda avisos amarelos por vento para vários distritos, alguns a partir da noite desta quinta-feira.

Também as costas norte e sul da ilha da Madeira e o Porto Santo estão sob aviso amarelo por causa da agitação marítima, passando a laranja entre sexta-feira e domingo.

Perante estas condições, a Autoridade Marítima Nacional e a Marinha Portuguesa recomendam, em especial à comunidade piscatória e à náutica de recreio, o regresso aos portos de abrigo e a adoção de medidas de precaução. À população em geral é desaconselhada a permanência junto à orla costeira, bem como a realização de atividades em zonas expostas à agitação marítima ou atingidas pela rebentação.

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