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Emergência Médica

Homem morre após esperar uma hora pelo INEM. Sindicato denuncia "dezenas de atrasos"

23 jan, 2026 - 20:12 • Anabela Góis , com redação

Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar apela ao presidente do INEM que reconheça que o novo sistema de prioridades “não está a ser cumprido” e que reverta a medida.

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O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) diz que duas pessoas morreram, na quinta-feira, enquanto esperavam por socorro do INEM.

Para além do homem que esperou 20 minutos em Abrantes, houve uma outra vítima, em Fernão Ferro, no concelho do Seixal, que esperou cerca de uma hora pela Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) sediada no Hospital Garcia de Orta, em Almada.

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O presidente do STEPH, Rui Lázaro, diz que na quinta-feira houve “várias dezenas” de casos de atrasos no envio meios de emergência, em que o INEM não cumpriu os tempos estabelecidos nas novas prioridades.

No caso de Fernão Ferro, um homem sofreu uma “paragem cardíaca” e a ambulância do INEM só chegou “quase uma hora depois da ocorrência, o que é manifestamente desadequado numa prioridade deste nível, que devia ter uma resposta imediata”, afirma o presidente do STEPH.

Rui Lázaro relata também o caso de uma criança de oito anos, numa escola no Lumiar, em Lisboa, “que depois de uma queda e com uma suspeita de uma fratura aguardou mais de três horas por uma ambulância, o que é manifestamente fora do tempo desejado”.

O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar apela ao presidente do INEM que reconheça que o novo sistema de prioridades “não está a ser cumprido” e reverta a medida.

Rui Lázaro também defende “mais competências e formação” para Bombeiros e Cruz Vermelha, “que são na maioria dos casos quem chega primeiro às ocorrências e tem de ficar à espera por uma viatura médica do INEM para que possam ser realizados cuidados diferenciados”.

Contactado pela Renascença, o INEM diz que ainda está a apurar o que aconteceu no caso de Fernão Ferro.

Já sobre a ocorrência de Abrantes, diz que não se registaram dificuldades na ativação ou disponibilidade de meios, que o tempo de resposta foi compatível com a distância e esclarece que os tempos associados a cada prioridade são metas de referência internacional que servem de orientação à resposta, não são tempos máximos garantidos.

O novo sistema de prioridades do INEM que entrou em vigor no início do ano define que uma ocorrência classificada como P1 (emergente), com critério clínico de "risco imediato de vida", deve ter meios de socorro no local em oito minutos, enquanto nos casos P2 (Muito urgente) os meios devem chegar em 18 minutos.

Para os P3 (Urgente) a chegada ao local está definida em até 60 minutos e a P4 (Pouco urgente) 120 minutos.

As ocorrências classificadas como P5 não têm necessidade de envio de meios de emergência e são transferidas para a Linha SNS24.

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