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Tribunal aplica cúmulo de quatro anos de prisão a Mário Machado e nega suspensão da pena

23 jan, 2026 - 15:01 • Lusa

Tribunal diz que, perante a imagem dos últimos tempos, "decide não aplicar a pena suspensa".

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O tribunal decidiu esta sexta-feira aplicar ao militante neonazi Mário Machado um cúmulo jurídico de quatro anos de prisão e recusou a possibilidade de suspender a pena.

"Temos um trajeto da prática de crimes graves e um acentuar neste último período de crimes de incitamento ao ódio. Nesta fase, perante a imagem que temos dos últimos tempos, o tribunal decide não aplicar a pena suspensa", referiu o juiz Vítor Teixeira de Sousa.

Sobre se havia a possibilidade de manter a suspensão da execução da pena, o juiz respondeu: "Muito honestamente, o tribunal entendeu que não".

Este cúmulo jurídico é relativo à pena de prisão efetiva que Mário Machado está a cumprir desde maio do ano passado pela condenação a dois anos e 10 meses de prisão por discriminação e incitamento ao ódio e violência, e à pena suspensa de três anos por incitamento ao ódio e à violência.

À saída do tribunal, o advogado de Mário Machado, José Manuel Castro, admitiu recorrer da decisão, considerando o cúmulo jurídico de quatro anos de pena efetiva "muito pesado".

O advogado admitiu ainda que a operação da Polícia Judiciária que na terça-feira deteve 37 pessoas e desmantelou o Grupo 1143, alegadamente liderado por Mário Machado a partir da cadeia, influenciou a decisão conhecida esta sexta-feira.

"É lógico que entram sempre em consideração no espírito da pessoa que julga, como é evidente. São pessoas humanas. Pelo mediatismo que esta operação teve, obviamente influencia", explicou José Manuel Castro.

Segundo a PJ, os detidos na operação de terça-feira, entre os 30 e os 54 anos, "adotavam e difundiam a ideologia nazi, inerente à cultura nacional-socialista e extrema-direita radical e violenta, agindo por motivos racistas e xenófobos, com o objetivo de intimidar, perseguir e coagir minorias étnicas, designadamente imigrantes".

Em causa no processo em que Mário Machado está a cumprir pena estavam mensagens publicadas na rede social X, atribuídas a Mário Machado e Ricardo Pais - também condenado neste processo -, em que estes apelavam à "prostituição forçada" das mulheres dos partidos de esquerda, e que visaram em particular a professora e ex-dirigente do Movimento Alternativa Socialista (MAS) Renata Cambra.

Mário Machado e Ricardo Pais foram condenados em primeira instância a 07 de maio de 2024, tendo na altura, o advogado de defesa José Manuel Castro manifestado surpresa com a sentença, considerando-a "injustificada e pesada", e esperança numa absolvição de Mário Machado pela Relação de Lisboa, o que não se verificou.

Já o processo que resultou numa pena suspensa foi julgado em 2023 e refere-se a publicações feitas nas redes sociais em 2019

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  • Anacleta Serrichao
    23 jan, 2026 Lisboa 18:01
    Completamente de acordo, todavia há uma observação: Os Ciganos que insultam, agridem na campanha eleitoral do CHEGA, com insultos racistas, ordinários, não são condenados??? Concluo que estes estão impunes, intocáveis, podem cometer TODOS OS CRIMES PORQUE TEM OS JUÍZES QUE ESTÃO INCONDICIONALMENTE DO SEU LADO. UM ASCO, ATÉ QUANDO???

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