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Justiça

Julgamento de ex-dirigente do Chega por recurso à prostituição de menores será à porta fechada

26 jan, 2026 - 16:58 • Lusa

Esta primeira sessão teve apenas a presença do segundo arguido neste processo, acusado de um crime de recurso à prostituição de menores, e que não quis prestar declarações.

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O julgamento do antigo dirigente do Chega Nuno Pardal Ribeiro, acusado de crimes de recurso à prostituição de menores, começou esta segunda-feira, sem a sua presença, e o tribunal determinou que as sessões vão decorrer à porta fechada.

Nuno Pardal Ribeiro não esteve presente na primeira sessão, alegando questões médicas, e a juíza responsável pelo julgamento determinou a exclusão de publicidade, não sendo possível assistência em nenhuma das sessões.

Esta primeira sessão teve apenas a presença do segundo arguido neste processo, acusado de um crime de recurso à prostituição de menores, e que não quis prestar declarações, segundo avançou à Lusa fonte próxima do processo.

A próxima sessão ficou agendada para o dia 2 de fevereiro.

Nuno Pardal Ribeiro está acusado de dois crimes de recurso à prostituição de menores e, de acordo com a acusação a que a Lusa teve acesso, o Ministério Público pretende que Nuno Pardal Ribeiro seja proibido de exercer funções públicas ou privadas que envolvam contacto com menores.

Em 2023, Nuno Pardal Ribeiro terá conhecido um jovem de 15 anos através de uma aplicação destinada a encontros, tendo combinado encontrar-se com o menor que é agora assistente no processo.

Para o Ministério Público, "o arguido sabia que o assistente tinha 15 anos de idade" e, mesmo assim, praticou atos sexuais a troco de dinheiro.

Segundo a acusação, Nuno Pardal Ribeiro pagou 20 euros ao menor, tendo combinado um segundo encontro que não chegou a acontecer. "O arguido agiu sempre de forma livre, voluntária e consciente, bem sabendo que a sua conduta era proibida e punida por lei", lê-se na acusação.

Depois da acusação do Ministério Público, que foi noticiada pelo Expresso, Nuno Pardal Ribeiro apresentou, em fevereiro de 2025, a sua demissão da vice-presidência da distrital de Lisboa do partido, depois de renunciar ao mandato de deputado municipal.

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