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Um robô que sente o esforço humano? Está a ser desenvolvido na Universidade do Minho

27 jan, 2026 - 11:01 • Olímpia Mairos

Sistema aprende com os trabalhadores e ajusta o comportamento para aumentar a segurança e o bem-estar.

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A Universidade do Minho e o DTx CoLab desenvolveram um robô colaborativo capaz de aprender com os trabalhadores humanos, adaptar-se ao seu ritmo e ajudar a prevenir lesões em contexto industrial. Os resultados do projeto científico I-CATER vão ser apresentados publicamente no dia 30 de janeiro, em Guimarães.

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Segundo o comunicado divulgado pelas entidades envolvidas, o robô criado no âmbito do projeto “percebe os seus parceiros humanos” e distingue-se dos sistemas industriais tradicionais por conseguir aprender, tomar decisões e adaptar-se em tempo real.

“Ao contrário dos robôs atuais na indústria, que repetem tarefas programadas, os I-CATER aprendem, tomam decisões e adaptam-se em tempo real, tanto no comportamento motor como na comunicação verbal”, refere a nota.

O sistema observa e compreende os movimentos dos operadores, avalia o esforço físico e cognitivo e ajusta as suas ações “ao estilo, ao ritmo e às necessidades físicas e cognitivas únicas de cada trabalhador”, lê-se no comunicado. Sempre que identifica sinais de fadiga ou risco, o robô pode alterar de imediato o seu comportamento para tornar o trabalho conjunto mais seguro e eficiente.

O projeto envolveu investigadores do Centro Algoritmi e do Centro de Matemática da Universidade do Minho, em parceria com o DTx CoLab – Associação Laboratório Colaborativo em Transformação Digital, contando ainda com o apoio de parceiros industriais como a IKEA Industry Portugal e a KUKA. Foi cofinanciado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia em cerca de 247 mil euros.

Entre as inovações destacadas estão a capacidade de localizar pessoas e objetos no espaço de trabalho, reconhecer ações humanas, avaliar o esforço físico e mental dos trabalhadores e planear movimentos “suaves, seguros e fáceis de interpretar”.

De acordo com o comunicado, o objetivo foi responder a desafios reais das fábricas, garantindo que a tecnologia funciona “no mundo real e não apenas em laboratório”.

A apresentação dos resultados do projeto I-CATER decorre a 30 de janeiro, às 14h30, no edifício 11 (sala 0.07) do campus de Azurém da Universidade do Minho. A entrada é livre, mediante inscrição online.

O projeto foi coordenado pelos professores Estela Bicho e Pedro Arezes, da Escola de Engenharia da Universidade do Minho, e já foi apresentado em conferências e fóruns internacionais, posicionando a equipa na linha da frente da investigação em robótica colaborativa e ergonomia.

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