Mau tempo
Depressão Kristin faz mais de 5 mil ocorrências e pelo menos quatro mortos
28 jan, 2026 - 20:33 • Lusa
Depois do impacto da depressão Kristin, que registou uma rajada de vento de 178 quilómetros/hora em Monte Real, a Proteção Civil pede à população que não baixe a guarda.
A depressão Kristin provocou 5.106 ocorrências entre as 00h00 e as 19h00 desta quarta-feira. O balanço foi atualizado à Renascença pelo comandante Miguel Oliveira, oficial de operações da Proteção Civil.
Foram registadas cerca de 3.200 quedas de árvores e 1.000 quedas de estruturas.
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As subregiões mais afetadas são a Grande Lisboa, a Península de Setúbal, o Oeste e Leiria.
De acordo com a Proteção Civil, o número oficial de mortos associados ao temporal é de quatro: uma em Vila Franca de Xira (devido à queda de uma árvore), duas em Carvide (por queda de uma chapa metálica e um encarceramento na estrutura de uma casa), e uma em Fonte Oleiro (encontrada em paragem cardiorrespiratória numa obra).
Há ainda duas mortes cuja ligação ao mau tempo está por confirmar: a morte de uma idosa de 85 anos em Silves, que caiu com o carro numa ribeira, e a morte de um homem de 34 anos na Marinha Grande.
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De acordo com o comandante Miguel Oliveira, “foram enviados ao longo do dia diversos grupos de reforço para desobstrução de vias provenientes de outras subregiões e também já foi destacado um meio militar, uma máquina para apoio nas operações na região de Leiria”.
Depois do impacto da depressão Kristin, que registou uma rajada de vento de 178 quilómetros/hora em Monte Real, a Proteção Civil pede à população que não baixe a guarda.
“As próximas horas não vão ser tão gravosas, mas mantém-se ainda a precipitação e algum vento - não como aconteceu na última madrugada -, mas esse facto não deve ser sinónimo das pessoas baixarem a guarda. Devem continuar com a máxima atenção, até porque com a saturação dos solos, mesmo com menos vento podem continuar a acontecer quedas de árvores”, afirma o comandante Miguel Oliveira.
Durante a depressão Kristin, foram ativados dois planos distritais - de Coimbra e de Castelo Branco - e foram ativados 22 planos municipais de emergência da Proteção Civil.
Para já, tal como já tinha sido anunciado, o estado de prontidão especial foi prolongado até às 23h59 desta quarta-feira.
A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rastro de destruição, vários desalojados e causou quatro mortos.
Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
A Proteção Civil está em estado de prontidão especial de nível 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, e há avisos meteorológicos vermelhos (nível mais grave) em toda a costa do continente.
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