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Mau tempo

Cinco mortes e mais de 8 mil ocorrências devido à depressão Kristin

29 jan, 2026 - 21:45 • Lusa

Proteção Civil regista ainda 17 salvamentos terrestres e 12 salvamentos aquáticos.

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A Proteção Civil regista até ao momento cinco mortos e 8.160 ocorrências provocadas pela passagem da depressão Kristin por Portugal continental, maioritariamente queda de árvores e de estruturas, sendo as regiões mais afetadas Lisboa, Oeste e Coimbra.

De acordo com um balanço da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANEPC) até às 17h00 desta quinta-feira, e desde as 16h00 de dia 27, estão contabilizadas cinco vítimas mortais devido à passagem da depressão Kristin, contabilizando já a morte de uma mulher de 85 anos, em Ribeira de Alcantarilha, Silves, na quarta-feira, depois de o veículo onde seguia ter sido arrastado por um ribeiro.

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A Proteção Civil contabiliza ainda "uma vítima mortal em Vila Franca de Xira, na sequência da queda de uma árvore sobre um veículo ligeiro; uma vítima em Carvide (concelho de Leiria), atingida por uma chapa metálica; uma vítima em Fonte Oleiro (concelho de Leiria), encontrada em paragem cardiorrespiratória numa obra; e uma outra vítima em Carvide, que ficou presa na estrutura da habitação".

Na quarta-feira, o município da Marinha Grande disse numa informação à Lusa que um homem de 34 anos morreu na sequência do mau tempo.

Das mais de 8.000 ocorrências registadas até às 17h00 de hoje, 1.310 aconteceram na Grande Lisboa, 1.141 na zona Oeste e 802 na região de Coimbra, sendo estas as três regiões com maior número de ocorrências.

A ANEPC contabiliza até ao momento 4.554 quedas de árvores; 1.685 quedas de estruturas; 848 inundações; 527 movimentos de massa; 517 limpezas de vias.

Houve ainda 17 salvamentos terrestres e 12 salvamentos aquáticos.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, vários feridos e desalojados.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00h00 de quarta-feira até às 23h59 de dia 1 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

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