Depressão Kristin. Foi "de serra na mão" para sair de casa em Leiria
29 jan, 2026 - 12:13 • Hugo Monteiro
Em Leiria, há quem esteja a ter de sair da cidade para finalmente conseguir contactar famíliares e amigos. A cidade continua sem eletricidade e sem comunicações.
Mais de 24 horas depois da passagem da depressão Kristin por Leiria, há famílias que estão a ter de sair da cidade para conseguir usar o telemóvel ou para carregar as baterias dos computadores portáteis. Filipe Loureiro é um desses moradores que, esta manhã, decidiu fazer mais de 50 quilómetros até às Caldas da Rainha, para poder telefonar e "conseguir, pelo menos, tranquilizar alguns familiares e amigos".
"Tivemos de vir para as Caldas da Rainha, porque em Leiria estamos sem corrente elétrica, sem redes, mas temos água", explica, à Renascença.
Sobre as primeiras horas após a passagem da tempestade, Filipe Loureiro conta que a solidariedade entre vizinhos foi fundamental para "conseguir sair dos prédios". "O nosso prédio aguentou bem, apesar de estar numa zona alta e de ter sido atingido diretamente pelos ventos. Mas entrada dos nossos prédios ficaram todas bloqueadas e teve de ser de serra na mão para conseguir cortar os ramos e conseguir vir para o exterior".
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O mesmo aconteceu depois "para conseguir desbloquear alguns carros que ficaram danificados, alguns com mais gravidade do que outros".
Filipe Loureiro descreve uma cidade que "está toda de pantanas", num "cenário preocupante", com as chuvas que ainda caem "a complicar tudo o que é movimentação na rede viária".
"Não é uma situação de guerra, é preciso também relativizar as coisas, mas eu falo por mim porque não tive danos. Há outras pessoas que tiveram e, claro, essas pessoas terão uma visão diferente", relata.
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