Distribuição garante abastecimento quase normal após a tempestade Kristin
29 jan, 2026 - 11:10 • Olímpia Mairos , com Teresa Almeida
APED admite dificuldades pontuais, mas afasta risco de falta de bens essenciais.
As empresas de distribuição garantem que o abastecimento de bens essenciais está próximo da normalidade nas zonas mais afetadas pela tempestade Kristin. Apesar de alguns constrangimentos no terreno, o setor afasta qualquer cenário de rutura.
Em declarações à Renascença, Gonçalo Lobo Xavier, presidente da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição, admite dificuldades pontuais, sobretudo nas regiões mais castigadas pelo temporal.
Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui
Segundo o responsável, os principais obstáculos sentidos pelas empresas têm sido “estradas cortadas e cortes de energia”, numa área que descreve como “muito devastada”, em particular no eixo entre Figueira da Foz, Leiria e Marinha Grande. Ainda assim, sublinha que a resposta no terreno tem sido rápida.
Gonçalo Lobo Xavier destaca a atuação das autoridades, referindo que “a Proteção Civil e as forças no terreno têm estado a limpar as vias com grande rapidez”, o que tem permitido mitigar os impactos na operação logística.
Mau tempo
🔴 Ao minuto: Mais de 5 mil ocorrências, quatro mortos e pedidos de estado de calamidade
Pelo menos cinco mortos e 8 mil ocorrências é o ba(...)
Um dos fatores decisivos para manter o abastecimento foi o investimento feito pelos retalhistas em soluções de autonomia energética. O presidente da APED explica que “mais de 80% da operação do retalho alimentar conseguiu manter-se a funcionar graças à utilização de geradores”, acrescentando que, apesar de algumas lojas estarem afetadas, “continuam abertas e a operar”.
O abastecimento às lojas tem sido igualmente garantido pela circulação dos transportes, facilitada por medidas excecionais adotadas pelo Governo. Gonçalo Lobo Xavier sublinha que houve “uma boa resposta às solicitações do setor”, permitindo que os motoristas pudessem circular com menos constrangimentos. O trabalho destes profissionais, diz, “tem sido extraordinário para manter a logística ativa”.
Nas prateleiras, admite-se a ausência pontual de alguns produtos, mas o responsável afasta preocupações maiores. “Aqui e ali podem faltar alguns artigos, mas é uma situação momentânea. As prateleiras estão a ser reabastecidas e não há risco de falta de bens essenciais”, garante.
Quanto ao regresso à normalidade total, Gonçalo Lobo Xavier considera que poderá levar ainda algum tempo, mas aponta um horizonte próximo. O setor espera “retomar um funcionamento praticamente normal nas próximas 24 horas”, assegurando que está preparado para lidar com eventuais dificuldades adicionais.
Relativamente aos prejuízos, o presidente da APED refere que ainda não é possível fazer um balanço completo. Reconhece impactos significativos nas populações das zonas mais afetadas, mas esclarece que, no setor da distribuição, os danos têm sido “pontuais” e não colocam em causa “a segurança dos colaboradores nem dos consumidores”.
- Noticiário das 5h
- 17 jul, 2026








