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​Tempestade Kristin

E-Redes sem previsão para "situação complicada" em Leiria

29 jan, 2026 - 20:35 • Anabela Góis

E-Redes diz que Leiria é a situação mais complicada e não se compromete com datas para repor o serviço. 200 geradores foram instalados para assegurar serviços essenciais em vários pontos do país.

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Desceu de 408 mil para 380 mil o número de clientes que continuam esta quinta-feira sem energia elétrica na sequência da tempestade Kristin. Só no distrito de Leiria o apagão afeta 275 mil famílias.

A informação foi avançada à Renascença pela E-Redes. A empresa diz que Leiria é a situação mais complicada e não se compromete com datas para repor o serviço.

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Pedro Terras Marques, responsável pela gestão da rede da E-Redes, diz que todas as equipas estão mobilizadas e que já estão a instalar geradores em serviços essenciais.

Quantos clientes estão nesta altura sem luz?

Nós neste momento ainda temos 380 mil clientes por alimentar. Estão maioritariamente concentrados nos distritos que já têm já têm sido sobejamente frisados. A situação mais complicada é Leiria. Coimbra tem estado a progredir bem, tal como Santarém e Castelo Branco.

Leiria também tem estado a progredir, mas como tem um impacto muito maior e temos danos muito maiores do ponto de vista da rede, digamos que ainda temos ali o maior foco de necessidades de reposição, mas, portanto, no total são 380 mil e temos 275 mil que estão no distrito de Leiria ainda por repor.

E quais é que são as principais dificuldades nessa zona?

As principais dificuldades têm a ver, sobretudo, com muita situação de vegetação, árvores em cima das linhas, condutores partidos, inclusivamente na nossa rede de alta tensão.

Ainda estamos a fazer a reposição a nível das linhas de alta tensão e, portanto, ainda temos quatro subestações por energizar, por restabelecer e, portanto, tipicamente subestações alimentam várias saídas de média tensão e grandes centros de consumo. E essas quatro subestações têm aqui um impacto muito relevante.

Mas, à medida que repomos a rede de alta tensão e depois a rede média… ela tem muitas avarias. Há muitas situações pendentes e, portanto, a morosidade tem a ver com muitas avarias, com muita necessidade de fazermos estas reparações. Em alguns casos, em terrenos completamente inacessíveis, porque algumas das redes estão em zonas rurais que estão inacessíveis ou por água ou por caminhos que estão impraticáveis para viaturas. Temos que movimentar viaturas pesadas.

E quais é que são as expetativas? Quando é que contam ter a situação resolvida?

Relativamente ao distrito de Leiria, nós não temos ainda uma expetativa propriamente dita. As coisas estão a correr bem relativamente a Coimbra, Castelo Branco e Santarém e, portanto, eu diria que as próximas horas podem ter desenvolvimentos relevantes.

Não digo que não haja também em Leiria, mas como o número de avarias é maior, porventura ainda vamos precisar de mais algum tempo, mas dar aqui um prazo, uma expectativa é muito, muito difícil.

Mas estamos a falar de dias? de semanas?

Estamos a falar ainda de um tempo que é particularmente considerável. Além de estarmos a movimentar equipas de outras geografias para termos mais capacidade de ataque nestas zonas, já temos também 200 geradores mobilizados e que estão progressivamente a ser colocados na rede em diferentes concelhos e em diferentes instalações específicas até para conseguirmos ter alguma reanimação de telecomunicações.

Naturalmente, muita preocupação com hospitais, algumas situações também relacionadas com águas que nos têm estado a chegar e, portanto, dentro da capacidade que temos, estamos a fazer essa distribuição e essa alocação.

Portanto, as prioridades são hospitais, centros de saúde, lares de idosos…

Estações de tratamento de água. Em alguns casos, também estamos a receber informação, sobretudo de antenas de comunicações que também são relevantes para dar outra capacidade, porque inclusivamente tivemos que fazer movimentação de telefones satélites também para concentrar nesta zona, sobretudo no distrito de Leiria, onde há muita falha de comunicações e, também, para as nossas equipas conseguirem comunicar e para e para termos naturalmente aqui alguma visibilidade das operações.

E em relação aos postos de combustível?

Temos tido também alguns contactos. Temos estado, na medida do possível, a mobilizar pontualmente algumas dessas situações, mas naturalmente que estamos dependentes dos postos REPPA, são aqueles postos que já estão providos de gerador para direcionar aqui para essas necessidades, porque são aqueles postos que estão ativos, fazem parte da rede de emergência e, em função disto e sempre com a interação com a proteção civil, estamos a gerir estas necessidades na medida da dos recursos que temos disponíveis.

As necessidades são muitas e não conseguimos ainda chegar a todo o lado. Mas estamos todos mobilizados no terreno e não vamos parar enquanto isso não ficar naturalmente todo reposto.

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