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Mau tempo: Presidente da Câmara de Figueiró dos Vinhos pede socorro

29 jan, 2026 - 09:42 • Lusa

Carlos Lopes disse esperar que este pedido de socorro "possa chegar a todos aqueles que têm responsabilidades neste país, na área da Proteção Civil e na área da segurança das pessoas".

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O presidente da Câmara de Figueiró dos Vinhos, no distrito de Leiria, pediu esta quinta-feira socorro e a declaração de calamidade, e alertou que o concelho, devido ao mau tempo, está "a viver um dos piores momentos da sua história".

"Estou a ligar do telefone satélite dos bombeiros porque, efetivamente, não temos comunicações. Nenhuma rede móvel funciona nesta terra, neste concelho. Nós não temos possibilidade nenhuma de falar com o exterior e estamos neste momento a pedir socorro", afirmou à agência Lusa Carlos Lopes.

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Carlos Lopes disse esperar que este pedido de socorro "possa chegar a todos aqueles que têm responsabilidades neste país, na área da Proteção Civil e na área da segurança das pessoas".

"Estamos, neste momento, completamente desesperados e não sabemos o que é que podemos fazer", adiantou.

Segundo o autarca, o concelho tem "um rasto de destruição por todo o território".

O concelho "não tem comunicações, não tem energia", tem, neste momento, "água nas freguesias para mais cerca de 12 horas" e "grandes dificuldades em termos daquilo que é a manutenção dos lares" de idosos, alertou.

"Estamos completamente isolados. Figueiró dos Vinhos considera-se completamente isolado do resto do distrito, da região e do país", declarou o presidente do município, apelando para que o Governo "olhe para este território e também consiga, de alguma forma, equacionar a possibilidade de decretar o estado de calamidade".

A destruição inclui infraestruturas municipais, sinalização, muros e derrocadas, com os serviços a tentarem resolver onde conseguem chegar.

Referindo que em todas as povoações do concelho há "centenas de coberturas de habitações destruídas", o autarca explicou que há pessoas que terão, provavelmente de ser realojadas, "porque já não há condições para as manter" nas suas casas, pois muitas "estão a céu aberto".

"Precisamos muito da solidariedade do Governo, precisamos muito da solidariedade das entidades públicas, precisamos muito de dar uma resposta a uma população que está a viver, em poucos anos, a segunda maior tragédia das últimas décadas", salientou, numa alusão aos incêndios de Pedrógão Grande, em junho de 2017, que também atingiu, entre outros, o concelho de Figueiró dos Vinhos.

A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rasto de destruição, causou cinco mortos e vários desalojados.

Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

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  • Primeiro a autarquia
    29 jan, 2026 Depois o estado central 10:48
    A primeira intervenção é sempre da autarquia. Só depois de esgotados os meios e quando se verificar que o plano de emergência autárquico já não tem meios para ser implementado, aí é que deve correr para o telefone. Não fazer nada e esperar que seja o Estado central a fazer tudo, não é proteger a população que votou em si

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