"Onde está a ministra?". Líder da IL critica ausência de MAI perante efeitos do mau tempo
29 jan, 2026 - 12:40 • Alexandre Abrantes Neves
Apesar de não pedir a demissão, Mariana Leitão apela à ministra para assumir responsabilidades: "Quando aceitam serem ministros, sabem que têm de lidar com estas situações". Sobre a situação de calamidade, a presidente liberal lamenta a decisão "tardia" que mostra "desorientação" do governo.
A líder da Iniciativa Liberal (IL) critica a ausência pública da ministra da administração interna perante os efeitos da tempestade Kristin no centro do país.
Em entrevista à Renascença, Mariana Leitão lamenta que Maria Lúcia Amaral ainda não tenha visitado as populações afetadas pelo mau tempo desde a passada terça-feira.
“Ou não está a ser capaz de lidar com a situação, ou, do ponto de vista comunicacional, entendeu-se que não seria a pessoa indicada para falar. Uma coisa é certa. Em última instância, além do primeiro-ministro, a responsabilidade direta é da ministra da Administração Interna”, critica, dizendo que esta é uma “estratégia” e sugerindo que o governo está empenhado em defender a ministra.
“Onde é que está a ministra da Administração Interna? Em todas estas situações, quem tem falado? Ou o primeiro-ministro ou o secretário de Estado”, questiona.
Mau tempo
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Apesar de pedir à ministra para assumir responsabilidades, a líder liberal não esclarece se é tempo de Maria Lúcia Amaral abandonar o cargo, preferindo frisar que, neste momento, o “importante” é ver a ministra no terreno, junto das populações afetadas.
“Gostava que a senhora ministra desse a cara. Vá ao local, acompanhe as operações de alguma forma. Parece-me que essa é a responsabilidade, não só do secretário de Estado, mas, obviamente, da ministra. Em última instância, a tutela é dela”, insistiu.
“As pessoas, quando aceitam serem ministros, sabem que têm de lidar com estas situações e que, quando estas situações ocorrem, com maior ou menor previsibilidade, com maior ou menor impacto, é a elas que lhes compete assumir a coordenação, falar com as pessoas, dar sinais à população, tranquilizar a população. Tudo aquilo que nós não temos assistido”, acrescentou.
Já sobre a situação de calamidade decretada na manhã desta quinta-feira pelo governo – e que a IL já vinha pedindo desde quarta-feira –, Mariana Leitão considera que a decisão “vem tarde” e que mostra “desorientação” por parte do governo.
"Ainda esta manhã, o secretário de Estado disse que ainda estavam a avaliar se fazia sentido ou não decretar o estado de calamidade. Meia hora depois, está o primeiro-ministro a dizer que, afinal, vamos decretar o estado de calamidade".
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