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"Precisamos de ajuda rápido". Autarca de Ferreira do Zêzere pede ao Governo para agir "rapidamente"

29 jan, 2026 - 15:47 • Carla Fino , João Pedro Quesado

À Renascença, Bruno Gomes fala de "uma IPSS que pode ruir" e de ter "a Associação de Bombeiros e a Guarda Nacional Republicana sem condições".

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O autarca de Ferreira do Zêzere pede, esta quinta-feira, que o Governo acelere a ajuda à região do Oeste e Vale do Tejo. A vila do distrito de Santarém sofreu fortes impactos da passagem da tempestade Kristin, na madrugada de quarta-feira, e pediu a declaração do estado de calamidade devido aos danos, falta de eletricidade e de comunicações.

"Os políticos, nos quais eu me incluo, têm de ter coragem política e pragmatismo naquilo que é a capacidade de tomar decisões, e aquilo que eu peço também ao senhor primeiro-ministro é que o possa fazer rapidamente", afirmou à Renascença Bruno Gomes. "Eu sei que o país atravessa momentos difíceis, em particular esta zona, mas preciso de garantir uma resposta muito rápida à minha população e aquilo que eu apelo é que rapidamente concentrem esforços para esta zona e para algumas deste território do Médio Tejo e também de Leiria."

"Precisamos de ajuda rápido", reforçou o presidente da Câmara Municipal, descrevendo, emocionado, os danos: "tenho aqui a Associação de Bombeiros e a Guarda Nacional Republicana sem condições. Tenho uma IPSS que pode ruir... Precisamos de facto de ajuda, porque é difícil".

Na manhã desta quinta-feira, a autarquia anunciou ter pedido ao Governo a declaração do estado de calamidade no concelho, sublinhando que se trata de “um território de interior, de extensão significativa, caracterizado por baixa densidade demográfica e consequente dispersão da população”, com uma mancha florestal densa, fatores que “agravaram os impactos do temporal e a complexidade da resposta no terreno”.

Segundo a Câmara, registou-se a queda de milhares de árvores em todo o concelho, o que provocou a obstrução generalizada de vias principais, secundárias, caminhos municipais e acessos a habitações isoladas. Uma situação que, refere o município, “comprometeu a mobilidade e exigiu esforços imensuráveis para o acesso a populações vulneráveis e para a necessária prestação de apoio”.

As fortes rajadas de vento causaram ainda danos significativos em habitações. “Centenas de casas apresentam as suas coberturas parcial ou totalmente destelhadas”, indica o comunicado, situação que compromete os bens das famílias e “fragiliza a sua resiliência”.

O concelho encontra-se também sem eletricidade e sem redes de comunicações, devido à destruição de infraestruturas essenciais. A autarquia refere a existência de danos em antenas de telecomunicações e centenas de postes de eletricidade de baixa, média e alta tensão, alertando que não há, neste momento, perspetivas de uma resolução rápida.

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