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Proteção Civil regista 192 ocorrências durante a madrugada

29 jan, 2026 - 09:15 • Olímpia Mairos

Coimbra e Leiria foram as regiões mais afetadas; cerca de 450 mil clientes continuam sem eletricidade.

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A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil registou 192 ocorrências relacionadas com o mau tempo entre a meia-noite e as 8h00 desta quinta-feira, com maior incidência nas regiões de Coimbra e Leiria.

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De acordo com o comandante José Miranda da ANEPC, a maioria das ocorrências esteve relacionada com quedas de árvores (79) e inundações (62). Foram ainda contabilizadas 28 quedas de estruturas, 13 movimentos de massa e 10 ações de limpeza de vias. Não há feridos a registar neste período.

Apesar de uma noite considerada mais calma, ao início da manhã mantinham-se suspensas várias ligações ferroviárias devido aos danos provocados pelo mau tempo. Continuava interrompida a circulação nas Linhas da Beira Baixa, do Oeste e do Norte, incluindo os comboios de longo curso entre Porto e Lisboa, bem como o serviço regional entre Coimbra B e o Entroncamento.

No fornecimento de energia elétrica, cerca de 450 mil clientes permaneciam sem eletricidade às 8h00, segundo a E-REDES. Os distritos mais afetados são Leiria, Santarém, Coimbra e Castelo Branco, com Leiria a concentrar a maioria das falhas.

A empresa explica que a rede elétrica foi fortemente afetada pela passagem da depressão Kristin, que causou danos significativos na infraestrutura de distribuição. O pico de clientes sem energia foi registado por volta das 6h00 de quarta-feira, quando cerca de um milhão de consumidores ficaram sem abastecimento. Atualmente, cerca de 300 mil clientes sem eletricidade estão no distrito de Leiria, enquanto os restantes 150 mil se distribuem por outros pontos do território continental.

A depressão Kristin atravessou Portugal continental na quarta-feira, deixando um rasto de destruição, cinco mortos e vários desalojados. Leiria — por onde o sistema entrou em território nacional —, Coimbra, Santarém e Lisboa foram os distritos mais afetados.

Quedas de árvores e estruturas, estradas cortadas ou condicionadas, perturbações nos transportes — em especial no transporte ferroviário —, encerramento de escolas e cortes de energia, água e comunicações estão entre as principais consequências do temporal.

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