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Mau tempo

Marcelo no terreno após tempestade Kristin: "Vai ser um esforço muito mais longo do que se pensava"

30 jan, 2026 - 20:44 • Ricardo Vieira

Presidente da República impressionado com dimensão da catástrofe, considera que "ninguém esperava uma situação destas" e "não é um problema de prevenção, é um problema de estruturas".

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O Presidente da República deslocou-se esta sexta-feira a Leiria e mostrou-se impressionado com a devastação provocada pela tempestade Kristin.

Em declarações aos jornalistas, Marcelo Rebelo de Sousa disse que o Governo declarou o estado de calamidade e entrou "imediatamente" em contacto com a União Europeia, para recorrer aos "fundos possíveis".

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Nesta primeira visita ao terreno, o chefe de Estado concluiu que "vai ser um esforço muito mais longo do que se pensava", para recuperar da destruição causada pelo temporal de quarta-feira de madrugada.

"Não é um problema de prevenção"

Questionado sobre eventuais falhas no alerta e ajuda à população, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu que "qualquer país é impreparado para uma coisa destas" e "a Proteção Civil melhorou imensíssimo" em matéria de prevenção nos últimos anos.

"Durante semanas [a Proteção Civil] esteve a prevenir. Isto é um processo cumulativo, chove o que chove há um tempo muito longo, os ventos foram previstos e avisos. Não é um problema de prevenção, é um problema de estruturas, umas mais recentes outras mais antigas, que se chegou à conclusão que não aguentam este tipo de temporal", declarou.

O Presidente da República considera que "ninguém esperava uma situação destas" e reafirma o que disse o Instituto do Mar e da Atmosfera (IPMA), que a Ingrid terá sido a maior tempestade de que há registo em Portugal continental.

Ao lado da ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, o Presidente foi também questionado a falta de meios na ajuda às populações fora da cidade de Leiria.

Marcelo Rebelo de Sousa considera que "isso agora é a responsabilidade das autoridades públicas pôr de pé uma resposta. Mobilizar fundos, ajudar as câmaras, o poder local é o que tem melhores condições para agir e encontrar respostas. Forças Armadas podem ajudar".

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