03 fev, 2026 - 20:01 • João Pedro Quesado
Vários esforços de ajuda voluntária surgiram na sequência das tempestades que afetaram Portugal na última semana — nomeadamente a depressão Kristin, cujos efeitos se continuam a fazer sentir na região Centro.
Com a perceção de demora na resposta e apoio do Estado às populações afetadas, dois sites de voluntários surgiram para fazer a ligação entre quem precisa de ajuda e quem a pode oferecer. Entretanto, também a autarquia de Leiria criou uma plataforma.
A plataforma Tempestade SOS foi a primeira a ser lançada, na sexta-feira após o impacto da depressão Kristin. Um grupo de voluntários desenvolveu-a "para apoiar as vítimas e acelerar a resposta às necessidades mais urgentes no terreno", com a "missão" de "não deixar ninguém para trás".
O site "faz o match entre quem precisa e quem pode ajudar": pessoas com danos e outros problemas em habitações podem declarar um pedido de ajuda, que pessoas com possibilidade de ajudar podem ver e responder. Em qualquer dos casos, é preciso criar conta.
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Entre os problemas relatados — 715 pedidos às 15h00 desta terça-feira — estão a falta de alimentos não perecíveis, de água, comunicações, energia, de telhas e painéis para reparar telhados, e a necessidade de remoção de entulho e de mão de obra para o trabalho necessário. Pelo menos um pedido aponta a necessidade de alojamento provisório.
Do outro lado estão 1.845 ofertas de ajuda.
O SOS Leiria surgiu no sábado passado. A diferença face ao Tempestade SOS é não haver necessidade de registo para pedir ou oferecer ajuda.
A plataforma tem um mapa interativo, com a localização dos pedidos de ajuda e de ocorrências. O mapa é acessível sem ligação à internet, permitindo continuar a navegação a quem está em zonas ainda sem rede móvel.
Pelas 15h, estavam registados 605 pedidos de ajuda. Destes, 324 eram relativos a danos em telhados.
Lançado pela Câmara Municipal de Leiria esta segunda-feira, esta plataforma serve para partilhar fotografias de danos, permitindo à autarquia obter um retrato do impacto da tempestade.
A contribuir para a plataforma está a empresa Tekever, uma fabricante de drones que fez "voos de reconhecimento" pelo concelho.