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Óscar Afonso

Tempestade vai abalar o PIB português? Não serve de "desculpa", diz diretor da FEP

03 fev, 2026 - 21:02 • Miguel Marques Ribeiro

A injeção de 2,5 mil milhões de euros do pacote de apoio desenhado pelo Governo deve compensar perdas com uma “maior atividade económica” até final do ano, não obrigando a uma revisão em baixo do crescimento do PIB, defende o diretor da Faculdade de Economia do Porto.

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O diretor da Faculdade de Economia do Porto considera que o "comboio" de temporais que tem assolado Portugal nas últimas semanas terá, “no médio prazo”, um “efeito residual” na economia. Fica assim colocada de lado, pelo menos para já, no seu entender, uma revisão em baixa da taxa de crescimento económico projetada pelo Governo para 2026, fixada nos 2,3%.

“Estando no início de fevereiro eu acho que no cômputo do período [no final de 2026] o efeito na taxa de crescimento vai ser marginal, portanto não pode servir de desculpa para uma taxa menor do que aquela que está projetada, de modo nenhum”, defende Óscar Afonso.

A calamidade que se abateu sobre o país “tem impacto no curto prazo”, admite o responsável da FEP, mas a injeção de 2,5 mil milhões de euros do pacote de apoio desenhado pelo executivo deve compensar com uma “maior atividade económica”.

Contas feitas, não é de esperar uma alteração no quadro de crescimento económico, apesar de numa fase inicial as consequências da redução ou perda de atividade se fazerem sentir: “Para o primeiro trimestre há certamente [impacto], mas à medida que os apoios e o investimento associado à reconstrução vão acontecendo, a atividade económica também vai acelerar”.

Ainda assim, para que esta equação funcione é “fundamental que os apoios cheguem” efetivamente às populações: “Quanto mais depressa chegarem, quanto mais depressa for a recuperação, mais depressa é reposta a normalidade”, alerta o professor catedrático.

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