04 fev, 2026 - 09:27 • André Rodrigues
O presidente da Câmara Municipal de Grândola confirma que já está a ser necessário fazer “evacuações preventivas” nas zonas ribeirinhas do rio Sado, nas proximidades da vila.
“Foram poucas pessoas, mas vamos ter de proceder a novas evacuações na zona das Hortas e também em Vale Gamito, muito perto do nó de Grândola Norte da A2”, confirma à Renascença Luís Vital Alexandre.
“Vamos começar a percorrer toda esta zona com viaturas dos bombeiros e da Proteção Civil, para proceder a evacuações”, acrescenta o autarca, esclarecendo que “a zona é muito plana e a água está a subir muito rapidamente”.
Por causa da subida das águas do rio Sado, nesta altura, estão encerradas várias estradas do concelho: “a nacional 261-2, em Grândola e Melides, que está completamente submersa; o acesso à aldeia do Lousal, porque a ribeira está a passar por cima da ponte e a aldeia está praticamente isolada; há, ainda, inundações parciais no IC1, entre o nó Grândola Norte e a vila”.
Mau tempo
Na madrugada de 28 de janeiro, ventos que chegaram(...)
Entretanto, em Alcácer do Sal, distrito de Setúbal,o nível das cheias "já ultrapassou 1,20 metros", disse à Lusa o comandante sub-regional da proteção civil, realçando que "a situação agravou-se".
"O nível de cheia já ultrapassou 1,20 metros e prevê-se um agravamento das condições meteorológicas, a continuação da precipitação e do vento", disse o comandante sub-regional de Emergência e proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio.
Além disso, acrescentou, "as barragens continuam a descarregar", com essa água a chegar ao Rio Sado que "banha" a cidade de Alcácer do Sal.
"A situação agravou-se. Tivemos a maré cheia por volta das 05h00 e a próxima será às 18h00", relatou.
Tiago Bugio indicou que "a avenida está inundada e ruas adjacentes e diversas ruas estão cortadas ao trânsito".
O comandante destacou que hoje também a Estrada nacional 253 (EN253) que faz a ligação entre Alcácer do Sal e Montemor-o-Novo, no distrito de Évora, encontra-se fechada à circulação rodoviária.
Além disso, tal como nos últimos dias, os acessos às localidades de Santa Catarina, São Romão, Arez e Casebres estão cortados ao trânsito, mas estas povoações têm ligações a municípios vizinhos, enquanto Vale do Guizo, cujo acesso também está cortado, "está isolado".
Perante as condições meteorológicas previstas, o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral deixou um apelo à população.
Às primeiras horas desta manhã, a região do Litoral Alentejano era a primeira a ser atingida pelos efeitos da depressão Leonardo, com chuva e ventos fortes, mas, até ao momento, sem registo de ocorrências graves.
A nível nacional, entre e as 00h00 e as 07h00, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil registou 121 ocorrências: “maioritariamente quedas de árvore, inundações e deslizamentos de terra, sendo que a sub-região onde houve maior incidência de ocorrências foi a da Grande Lisboa, seguida da Península de Setúbal e região de Leiria”, especifica o comandante Rui Oliveira.
Para as próximas horas, a principal preocupação é a intensificação do vento, sobretudo na região de Leiria onde há fragilidades em várias infraestruturas.
Por isso, o comandante Rui Oliveira recomenda às populações para que se aproximem dessas infraestruturas fragilizadas “apenas se necessário e, se tiverem de o fazer, que o façam com a máxima precaução, fazendo uma boa avaliação para garantir se a estrutura está ou não em condições de poder ser trabalhada”.