04 fev, 2026 - 13:18 • Diogo Camilo
O comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, defendeu esta quarta-feira que "nada deixou de ser feito" devido à sua ausência para uma formação em Bruxelas, durante a depressão Joseph e nos dias antes da passagem da depressão Kristin por Portugal.
No briefing onde deu conta de mais de 3 mil ocorrências no país nos dias depois da passagem da tempestade, o responsável indicou que reuniu no domingo da semana anterior, dia 25 de janeiro, e nessa altura "nada antevia que houvesse a depressão Kristin".
"Fizemos uma avaliação do cenário e seria uma semana perfeitamente normal, com uma depressão, chuva, uma situação típica de inverno. Não havia nada que nos indicasse que iríamos ter o fenómeno que tivemos na madrugada de quarta-feira", apontou Mário Silvestre, referindo que a deslocação a Bruxelas se inseriu nas suas funções como comandante nacional e que esteve "permanentemente a acompanhar a situação".
Esta ausência teve a autorização do presidente da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANEPC), José Manuel Moura, e o comandante voltou a Portugal no dia 28 de janeiro, já depois da passagem da depressão Kristin pelo país.
"Nada deixou de ser feito por causa da minha ausência. A minha presença física em Carnaxidade nada teria mudado para lá das medidas que foram tomadas", apontou.
Mário Silvestre garantiu que o trabalho foi "bem feito" pela sua equipa, que inclui um segundo comandante nacional e cinco adjuntos.