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"24 horas de calamidade" em Arruda dos Vinhos. 20 desalojados e estradas viradas do avesso

05 fev, 2026 - 22:57 • Cristina Nascimento

Casas destruídas, carros debaixo de escombros e estradas que parecem ter sofrido os efeitos de um sismo. O cenário em Arruda dos Vinhos mobiliza autarca que, garante, não deixará ninguém para trás.

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A estrada é secundária, mas faz falta a quem é da zona. Em Arruda dos Vinhos, distrito de Lisboa, as últimas 24 horas foram “de calamidade” devido ao mau tempo.

É o que diz o presidente da Câmara Carlos Alves. “Não há outra palavra adequada”, assegura.

O autarca recebe a comunicação social numa das estradas mais afetadas. Era plana, de asfalto em bom estado. Agora, parece ter sofrido o efeito de um sismo.

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“Neste momento temos 16 vias intransitáveis”, dizia à Renascença ao fim da manhã de quinta-feira. O autarca regista ainda “20 desalojados, muitas famílias ficaram com todos os seus pertences postos em causa, com as suas casas destruídas”.

A autarquia tem os serviços no terreno, acompanhada das autoridades habituais que têm uma palavra a dizer nestas situações. “É um trabalho de proximidade que estamos a fazer com as pessoas afetadas, no sentido de também perceberem que não estão sozinhas. Arruda está unida, está com elas e ninguém fica para trás”, assegura o autarca.

Em Arruda dos Vinhos o problema não está relacionado nem com ventos excessivos ou leitos dos rios que galgam as margens. São deslizamentos de terras causados por água a mais nos solos, já saturados.

“É normal do ponto de vista geológico, com toda esta chuva que os terrenos já não conseguem absorver”, justifica Carlos Alves.

Arruda dos Vinhos não pertence, pelo menos para já, ao lote de concelhos abrangido pelo estado de calamidade, mas o autarca acredita que será incluído.

“Infelizmente os critérios estão reunidos para esta situação porque é visível aquilo que temos do ponto de vista dos danos. São muito maus. As vias estão completamente intransitáveis, situações já quase de isolamento”, descreve.

Carlos Alves detalha que as dificuldades de circulação “já põem em causa a abertura de centros escolares”.

Já sobre uma estimativa quanto ao valor da fatura, Carlos Alves adianta que para já não consegue dar um número, mas antecipa que serão “muitos milhões de euros”, entre “vias muito danificadas” e um “terminal rodoviário que também ficou afetado”.

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