Mau tempo
Benavente à espera das cheias. "Estou a pôr tijolos para elevar a cama da minha mãe"
05 fev, 2026 - 17:46 • Cristina Nascimento
Vizinho do rio Tejo, os moradores do Benavente preparam-se para a subida das águas. “Desde 1979 que não via uma coisa assim”, conta um morador à Renascença.
Com o rio Tejo a galgar as margens, os habitantes de Samora Correia preparam-se para a eventualidade de cheias.
“Desde 1979 que não via uma coisa assim”. Quem o diz é Faustino enquanto carrega alguns tijolos. Estamos em Samora Correia, no concelho de Benavente. A cerca de 100/200 metros da água está uma correnteza de casas.
Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui
“Serão uma 60, 70 casas”, estima a presidente da Câmara de Benavente, Sónia Ferreira.
Desde a manhã desta quinta-feira que por esta zona se prepara a eventualidade de cheias. “Estou a pôr tijolos para elevar a cama da minha mãe, o sofá, ver se as coisas ficam mais altas”, explica Faustino, à porta de casa da mãe, de 88 anos.
O horário que mais preocupa é depois das 18h30, hora da maré cheia, a que se soma as descargas das barragens espanholas, tornando o caudal do Rio Tejo um potencial risco para quem vive perto da água.
A autarquia garante estar preparada. “Em Benavente já retiramos algumas pessoas de casa preventivamente. Uns foram para casa de familiares, outros vão ser acolhidos por nós. Temos os refeitórios preparados, espaços preparados para ninguém ficar para trás”, assegura a autarca, de cabelo apanhado e colete da Proteção Civil vestido.
A mãe de Faustino “não tem vontade nenhuma de ir”, mas, se for necessário sair de casa, vamos, garante o filho.
Apesar da preocupação, Faustino vai soltando umas gargalhadas “a ver se isto fica mais fácil”, num concelho onde as escolas esta quinta-feira à tarde já não abriram, também de forma preventiva.
- Noticiário das 20h
- 15 jun, 2026












