Chuva e cheias: os conselhos da Embaixada do Japão que podem fazer a diferença
06 fev, 2026 - 11:58 • Olímpia Mairos
Do calçado certo ao perigo nas estradas inundadas, dicas práticas num momento de risco elevado devido à chuva intensa.
A previsão do estado do tempo para os próximos dias continua a justificar alerta máximo, com chuva persistente e risco elevado de inundações em várias regiões do país. Perante este cenário meteorológico grave, a embaixada do Japão em Portugal, país com longa experiência na gestão de desastres naturais, partilha um conjunto de dicas práticas de segurança para ajudar a população a proteger-se durante tempestades e cheias.
Calçado ideal: ténis, não galochas
Apesar de parecerem uma opção lógica, as galochas devem ser evitadas em zonas inundadas, já que, quando a água entra, tornam-se pesadas e difíceis de remover, comprometendo a mobilidade em caso de emergência. A recomendação passa pelo uso de ténis ou sapatilhas bem ajustadas ao pé, que garantem maior estabilidade e permitem deslocações mais rápidas e seguras.
O limite do joelho: quando é tarde demais para andar?
A regra de ouro é esta: evacue antes que a água chegue ao nível do joelho. A embaixada do Japão sublinha que a evacuação deve ocorrer antes de a água atingir o nível do joelho, uma vez que, a partir desse ponto, a pressão da corrente torna extremamente difícil caminhar, mesmo para um adulto. Se o nível da água subir rapidamente enquanto a pessoa se encontra em casa, a indicação é clara: não tentar sair. Nestas situações, a opção mais segura é subir para um piso superior da habitação, recorrendo à chamada evacuação vertical.
Use um “terceiro pé” ao caminhar na água
Caso seja inevitável atravessar uma zona alagada, a recomendação é utilizar um objeto comprido, como um cabo de vassoura ou um guarda-chuva, para sondar o terreno à frente. Durante as cheias, as tampas dos esgotos podem ser deslocadas pela força da água e ficam invisíveis sob a água turva, criando armadilhas perigosas que representam um risco grave para a segurança.
Atenção, condutores
Aos condutores, o aviso é igualmente claro. Apenas cerca de 30 centímetros de água em movimento são suficientes para arrastar a maioria dos automóveis. Perante uma estrada inundada, a Embaixada do Japão reforça que não se deve avançar nem tentar atravessar: a decisão mais segura é voltar para trás. A regra é simples e pode salvar vidas — “Volte atrás, não se afogue”.
Depressão Marta vai atingir Portugal no sábado
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera avisou para a aproximação da depressão Marta, que deverá afetar Portugal continental a partir de sábado, 7 de fevereiro. Este novo sistema meteorológico vem intensificar o quadro já provocado pela depressão Leonardo, trazendo consigo precipitação persistente, vento forte, queda de neve nas zonas de maior altitude e agitação marítima significativa, agravando as condições meteorológicas em várias regiões do país.
Perante o agravamento das condições meteorológicas, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera já emitiu avisos amarelos e laranja para precipitação, vento, neve e agitação marítima. As autoridades apelam à população para que adote comportamentos preventivos e cumpra as recomendações da Proteção Civil.
Com a aproximação da depressão Marta, o tempo severo deverá manter-se nos próximos dias, elevando o risco de fenómenos meteorológicos extremos e com impacto particular nas zonas mais vulneráveis do território.
- Noticiário das 20h
- 13 mai, 2026








