Mau tempo
Proteção Civil pede "máximo cuidado" na reparação dos telhados das casas
07 fev, 2026 - 15:15 • Lusa
O deslizamento de terras é outra das preocupações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
O comandante nacional da Proteção Civil alertou este sábado para o elevado número de hospitalizações e ferimentos em trabalhos de reparação de telhados e recomendou medidas de proteção como o uso de uma corda para evitar quedas em altura.
No "briefing" para um ponto de situação dos trabalhos de prevenção, monitorização e ajuda às populações afetadas pelo mau tempo, o comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) pediu "o máximo cuidado nos trabalhos que são efetuados nos telhados das casas".
"Há muitas pessoas a recuperar telhados de casas e isso tem causado um conjunto de acidentes bastante graves. O hospital de Leiria tem várias centenas de acidentes relacionados com este tipo de trabalhos. Portanto, muito cuidado neste tipo de trabalhos, adotem todas as medidas preventivas. Mais que não seja uma corda amarrada à chaminé e amarrada à própria cintura evitará uma queda em altura que poderá ter danos significativos", disse Mário Silvestre.
Risco de deslizamento de terras
Outra das preocupações da Proteção Civil passa pelos riscos de deslizamentos de terras no território nacional devido ao mau tempo, adiantando que foram feitos estudos com o LNEC para avaliação de riscos nas encostas e vertentes.
"Na península de Setúbal, na Costa da Caparica, houve um movimento de massas. Continuamos a alertar que um dos riscos maiores que neste momento temos nas zonas de vertentes elevadas, ou seja, com declives, é o movimento de massas, ou seja, as chamadas derrocadas, e neste caso afetou três prédios", disse Mário Silvestre.
O responsável acrescentou também que na zona da Grande Lisboa também houve um movimento de massas com sete habitações com danos e duas em avaliação, além de outra situação em Mafra afetando uma habitação e com nove deslocados.
"O que estamos a ter neste momento recorrentemente nas zonas urbanas é as tais derrocadas, movimentos de massa sublinhamos a necessidade de haver extremo cuidado para as pessoas que moram nas imediações de arribas ou em zonas com elevado declive que é crítico que vão observando essas vertentes e perceber se há ou não algum tipo de movimento de massa", aconselhou.
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Mário Silvestre disse ainda que já foram feitas "várias avaliações" com o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) "em Ourém e na Sertã e não só".
O comandante nacional disse ainda que foram realizados trabalhos de reforço de diques na freguesia de Valada, no município do Cartaxo, devido à subida do rio Tejo.
De acordo com o responsável, os trabalhos na localidade de Valada tiveram lugar durante "toda a noite" e "estão a ser hoje consolidados" e adiantou que no Alentejo Litoral, na localidade de Forno de Cal, que está isolada, "foram feitos abastecimentos através de embarcações dos postos de bombeiros".
Cuidados na circulação rodoviária
O comandante nacional deixou ainda alertas e recomendações para a circulação rodoviária, apelando a que não se atravessem zonas inundadas, lençóis de água ou túneis.
Apelou ainda a que, em caso de necessidade de deixar a habitação, se leve apenas o essencial, nomeadamente medicamentos.
Mário Silvestre pediu também aos cidadãos que se afastem das linhas de água e que não se dirijam para margens de rios ou para a orla costeira para fotografar ou filmar a subida das águas ou a agitação marítima.
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