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Metereologia

Mau tempo dá tréguas em dia de eleições presidenciais

08 fev, 2026 - 08:53 • João Malheiro com Lusa

Chuva prevista para a tarde, mas “a precipitação será muito dispersa", diz o IPMA.

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Em dia de eleições, o mau tempo vai dar algumas tréguas. Este domingo, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) antecipa um dia "mais pacífico", especialmente em relação ao vento.

Contudo, haverá algumas zonas do país com precipitação insistente, especialmente mais ao final da tarde.

A chuva será mais frequente da parte da tarde, do litoral para o interior. A meteorologista Ângela Lourenço, do IPMA, avança à Renascença que se antevê “até o meio da tarde, uma situação até com abertas e algumas áreas do país sem precipitação".

“A precipitação será muito dispersa e, em geral, fraca gradativamente a partir da tarde do litoral. Para o interior vamos ter novamente a precipitação mais frequente. Mas, neste momento, não se vislumbra que seja uma situação severa.”

Toda a faixa costeira de Portugal continental até ao Porto está esta noite sob aviso laranja - o segundo mais grave - devido à agitação marítima, com a maior parte do país sem outros avisos meteorológicos.

Na segunda-feira, a precipitação ainda se mantém devendo ser "mais intensa na região sul até o final da manhã e depois, no litoral norte e centro, a partir da tarde", avançou.

A tendência para a próxima semana é que na terça e na quarta-feira sejam os dias "com mais precipitação, temporariamente forte e persistente em especial no litoral norte e centro".

O anticiclone dos Açores deverá estender a sua influência para a região sul a partir de quarta-feira, segundo o especialista, referindo haver "uma tendência para a precipitação ficar mais restrita ao litoral norte e centro e menos na região sul.

O anticiclone dos Açores, grande centro de altas pressões atmosféricas, que costuma estar perto dos Açores, tem estado mais a sul, o que criou um "corredor" para as depressões que se geram no Atlântico Norte virem para leste, nomeadamente para Portugal.

14 pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

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