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Mau tempo

Proteção Civil alerta para agravamento da chuva e mantém nível vermelho no Tejo

09 fev, 2026 - 13:03 • Olímpia Mairos

ANEPC avisa para risco acrescido de inundações e deslizamentos, com quase 12 mil ocorrências registadas e dezenas de milhares de clientes ainda sem eletricidade.

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O comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, Mário Silvestre, alertou esta segunda-feira para um agravamento das condições meteorológicas já na terça-feira.

De acordo com Mário Silvestre, a previsão meteorológica indica um novo período de precipitação intensa durante a noite, com episódios localmente fortes no litoral Norte e Centro, prolongando-se até ao início da tarde de terça-feira. Está igualmente previsto vento moderado, com maior intensidade junto à faixa costeira e nas zonas de maior altitude, onde as rajadas poderão atingir os 75 quilómetros por hora, bem como condições de forte agitação marítima.

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As autoridades alertam para um risco elevado de inundações nas bacias dos rios Mondego, Tejo, Sorraia e Sado, existindo também perigo de cheias nos rios Vouga, Águeda, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Lis e Guadiana.

As populações devem estar muito atentas, porque amanhã poderá ser um dia que poderá novamente trazer inundações mais complicadas e com maior risco para estas regiões”, afirmou o responsável, sublinhando que o episódio de chuva persistente poderá voltar a ter impacto significativo no território.

Segundo os dados mais recentes da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, estão atualmente ativados 11 planos distritais, 124 planos municipais e declaradas situações de alerta em 19 municípios. O plano especial para as cheias da Bacia do Tejo mantém-se no nível mais elevado, o nível vermelho.

No balanço operacional, Mário Silvestre indicou que, até ao momento, foram registadas 11.957 ocorrências, mobilizando 42.135 operacionais e 16.664 meios. A última noite foi, ainda assim, descrita como tranquila. “Foi uma noite relativamente estável, com 54 ocorrências registadas, o que traduz um cenário de alguma estabilidade”, explicou.

Apesar disso, a Proteção Civil mantém o alerta. “O novo episódio de chuva persistente poderá voltar a causar impacto e aumentar o risco para as populações”, reforçou.

A queda de árvores continua a ser a tipologia de ocorrência mais frequente, seguida das inundações e dos movimentos de massa, como deslizamentos e desmoronamentos. O comandante nacional deixou um aviso claro: “Há estradas que estão completamente intransitáveis porque o piso ruiu por completo. Este é um fenómeno a que é preciso prestar muita atenção, porque tenderá a continuar enquanto a precipitação não diminuir.”

Regiões mais afetadas

Na região Centro, os efeitos do mau tempo fazem-se sentir com maior intensidade nos distritos de Coimbra e Leiria, bem como na Beira Baixa, nas Beiras e na Serra da Estrela. Já na região do Vale do Tejo, os principais impactos registam-se na Grande Lisboa, no Oeste, na Lezíria do Tejo e no Médio Tejo.

No Alentejo, há ocorrências assinaladas nos concelhos de Mértola, Odemira, Vidigueira e Ourique. No Algarve, as situações mais significativas concentram-se em Castro Marim, Lagoa, Portimão e Alcoutim.

Falhas de energia e acidente mortal

Relativamente à rede elétrica, segundo Mário Silvestre, permanecem cerca de 56 mil clientes sem fornecimento de energia em todo o país. No contexto da depressão, há ainda 48 mil clientes afetados, sobretudo em Leiria (36 mil), Santarém (8 mil), Coimbra (2 mil) e Castelo Branco (2 mil).

O comandante deixou ainda uma mensagem de pesar pela morte de um trabalhador de uma empresa contratada pela E-Redes, que sofreu um acidente de trabalho na zona de Leiria.

Endereçamos os nossos sentimentos e profundas condolências à família e amigos. Um trabalhador perdeu a vida e outro ficou gravemente ferido, tendo sido transportado para o hospital”, afirmou, deixando “um abraço solidário a todos os familiares e amigos”.

A Proteção Civil continua a acompanhar a evolução da situação meteorológica, num cenário marcado por várias depressões consecutivas que têm afetado o país nos últimos dias.

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