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Paredes

PJ recebida a tiro em Paredes. Menor no centro de investigação por prostituição e pornografia

10 fev, 2026 - 19:45 • Lusa

Dois inspetores, que foram baleados na cabeça e num ombro, estão livres de perigo.

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Uma menor está no centro da investigação por prostituição e pornografia infantil que levou esta terça-feira às buscas numa casa em Paredes, distrito do Porto, durante as quais o pai do suspeito disparou sobre dois inspetores da Polícia Judiciária (PJ).

A informação foi avançada pelo diretor do Departamento de Investigação Criminal (DIC) de Braga da PJ, em conferência de imprensa.

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José Monteiro explicou que a investigação teve início em 2025, mas que os factos terão começado anteriormente, quando a adolescente tinha 15 anos e estava institucionalizada, e se "disponibilizou" através das redes sociais para se prostituir e para partilhar conteúdos de cariz sexual.

Foi neste contexto que, segundo o diretor do DIC de Braga da PJ, houve, pelo menos, "mil contactos" efetuados com a menor por suspeitos, que tinham "perfil diverso", sendo um deles um antigo professor da adolescente, a qual tem atualmente 18 anos e já não está numa instituição de Barcelos.

Inspetores baleados estão livre de perigo

E foi durante uma das 10 buscas domiciliárias realizadas esta terça-feira pela PJ a uma casa dos visados, em Paredes, que houve resistência por parte de um dos suspeitos, de 43 anos, que culminou com o pai deste, com 77 anos, a disparar e a atingir dois inspetores da PJ, um na cabeça, de forma "superficial", e outro no ombro.

O inspetor atingido na cabeça já teve alta hospitalar, mantendo-se o outro ainda no hospital, pois houve a necessidade de retirar o projétil que ficou alojado no ombro.

O diretor do DIC de Braga da PJ referiu que a arma usada pelo septuagenário assim como duas caçadeiras encontradas na habitação estão ilegais.

José Monteiro disse ainda que o suspeito e o pai não têm antecedentes criminais, acrescentando que nada fazia prever o "incidente inusitado" ocorrido aquando da abordagem por parte dos inspetores, quando chegaram à habitação.

O responsável destacou a postura dos inspetores que, apesar da conduta violenta dos dois homens, mantiveram a calma e usaram a força "adequada e proporcional" para colocar fim aos confrontos, não tendo usado as armas de serviço.

Os dois detidos vão ser presentes na quarta-feira a primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Vila Nova de Famalicão.

Em causa está uma investigação pela alegada prática de atos sexuais com adolescentes, recurso à prostituição de menores, pornografia de menores e aliciamento de menores para fins sexuais.

Em comunicado divulgado anteriormente, a PJ conta que os inspetores foram atingidos por disparos com arma de fogo, quando realizavam uma busca domiciliária, no âmbito de uma operação policial que incluiu 10 buscas domiciliárias nos concelhos do Porto, de Matosinhos, de Vila Nova de Famalicão, de Fafe, de Arouca, de Alijó, de Aveiro e de Paredes.

A PJ explicou que, no decurso da busca, pouco depois das 7h00, perante a resistência do visado em facilitar a respetiva entrada pela porta principal da moradia, um primeiro inspetor da PJ acabou por aceder ao interior da mesma por uma porta traseira.

Segundo esta força de investigação criminal, "nesse preciso momento, [esse inspetor] foi surpreendido pelo alvo principal da diligência, um homem com 43 anos, com o qual se envolveu física e violentamente".

"Logo em seguida, e quando um segundo inspetor se desloca ao local, são surpreendidos pela aproximação do pai do visado, um homem de 77 anos, que empunhava uma pistola de calibre 6.35 mm [milímetros], e que, de imediato, realizou dois disparos na direção de um dos inspetores, acabando por ser atingido superficialmente na zona da cabeça", lê-se no comunicado.

Ainda de acordo com a PJ, o homem "mais novo [suspeito] consegue alguma liberdade de movimentos e tenta apoderar-se da arma do seu pai, no sentido de usá-la".

"Nesse preciso momento, e já com um dos inspetores a dominar fisicamente o septuagenário, é efetuado um terceiro disparo, que o atinge superficialmente na zona do ombro", descreve a nota.

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  • Uns teem
    11 fev, 2026 outros não 09:58
    Cidadãos com registo criminal limpo, sem quaisquer problemas com Justiça veem sistematicamente negada a licença de uso e porte de arma de Defesa Pessoal, pelas autoridades, que proclamam que "a Defesa dos Cidadãos cabe à Policia"... Mas os marginais e pelo menos um milhão de tipos, borrifam-se para isso e andam armados sem licença... e pelos vistos, não têm problema em fazer uso das armas.

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