Cheias no Mondego
Montemor-o-Velho teme “catástrofe mesmo de verdade”
13 fev, 2026 - 08:39 • André Rodrigues
Autarca alerta para risco iminente em caso de colapso de dique próximo da cidade. As escolas estão encerradas. José Veríssimo lança ainda um alerta contra a desinformação: “sigam apenas as informações oficiais, infelizmente continuamos a ter pessoas de má‑fé a lançar notícias falsas”.
O presidente da Câmara de Montemor‑o‑Velho teme “uma catástrofe mesmo de verdade”, nas próximas horas.
Em declarações à Renascença, José Veríssimo descreve uma situação de máxima preocupação no Vale Central do Mondego, onde o dique está a suster todas as águas e onde um eventual colapso de uma das margens que protegem a malha urbana teria impactos muito significativos no centro da cidade.
“Neste momento a precipitação continua a existir, temos de continuar com muita imprevisibilidade e o Periférico Direito (dique) está a suster todas as águas do Vale Central. Estamos muito preocupados porque, nesta reta final de eventos e temporais, temos medo que a margem possa colapsar”.
Na memória estão, ainda, as graves cheias de 2001 que atingiram o centro da localidade.
José Veríssimo alerta que não é um risco abstrato e que a tragédia não é irrepetível.
“Temos muitas casas, muitas habitações e, se uma situação dessas vier a acontecer, como aconteceu em 2001, será uma catástrofe mesmo de verdade”.
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“Ouçam só as informações oficiais”
Face a este quadro, a resposta está focada em “monitorização contínua” e na “proximidade às populações”, com meios posicionados para avisar e retirar pessoas se necessário.
“O essencial tem sido a monitorização. Temos as pessoas no terreno a toda a hora: Proteção Civil e Bombeiros próximos das populações, para que, se houver alguma eventualidade, todas as pessoas sejam avisadas e retiradas.”
Apesar do apelo à serenidade, o autarca insiste na ideia de que as populações devem cumprir todas as ordens das autoridades, que são exclusivamente veiculadas por organismos oficiais.



“Nós temos locais preparados para onde as pessoas podem ir e pedimos-lhes que ouçam só as informações oficiais da Câmara Municipal, dos Bombeiros e da Proteção Civil… só isso”, sublinha.
“Infelizmente continuamos com pessoas de má‑fé a lançar notícias falsas… pessoas que não têm respeito umas pelas outras”.
"É preferível". Escolas encerradas por precaução
Por razões de segurança rodoviária e para garantir igualdade em todo o agrupamento de escolas, o município suspendeu as aulas em todos os níveis de ensino.
“É preferível: hoje é sexta‑feira, vamos ter mais dois dias de fim-de-semana. E segunda e terça‑feira não há aulas”.
- Noticiário das 23h
- 15 mar, 2026













