Noite trouxe algum alívio a Coimbra, mas o cenário mais crítico poderá ocorrer durante a tarde
13 fev, 2026 - 09:15 • Olímpia Mairos , com Sérgio Costa
Presidente da autarquia diz que o município está preparado para uma eventual retirada de até nove mil pessoas, caso o cenário se agrave ao longo da tarde.
A presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, garante que a situação no concelho está, neste momento, “sob controlo” e que "o cenário mais crítico poderá ocorrer durante a tarde.
Em declarações à Renascença, a autarca assegura que, apesar de o concelho estar em alerta máximo devido ao primeiro pico de cheia do rio Mondego, não está, para já, prevista qualquer evacuação.
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"A noite correu um bocadinho melhor do que estávamos à espera”, diz Ana Abrunhosa, explicando que isso permite afastar, para já, a necessidade de retirar populações das zonas ribeirinhas.
“Coimbra está em alerta máximo. Aquela situação que prevíamos para as 8, 9 horas, que poderia implicar evacuações, neste momento não está em cima da mesa”, afirmou.
Ainda assim, a autarca alerta que o risco se mantém elevado, sobretudo devido à precipitação intensa prevista e à pressão sobre o sistema hídrico.
“Vai chover muito e a probabilidade de a barragem da Aguieira não conseguir reter toda a água que recebe é muito forte. Os valores no açude-ponte estão próximos dos limites”, sublinha.
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Durante a manhã decorrem reuniões da Proteção Civil Municipal e encontros técnicos com a Agência Portuguesa do Ambiente, estando prevista nova comunicação à população após a atualização da informação técnica.
A presidente da autarquia admite que o período da tarde poderá ser o mais crítico.
“Temos mesmo de nos preparar para a parte da tarde. Depois das reuniões técnicas, voltaremos a comunicar. Pedimos que as pessoas estejam atentas”, reforça.
Questionada sobre a eventual necessidade de retirar até nove mil pessoas das zonas de maior risco, Ana Abrunhosa garante que o município está preparado.
“Está tudo preparado. Muitas pessoas já saíram após o alerta de ontem. Retirámos acamados e pessoas mais frágeis para locais seguros. Temos bombeiros, forças de segurança, fuzileiros, Exército. Não temos falta de meios”.
A Câmara Municipal suspendeu as aulas, recomendou o teletrabalho às empresas e apelou à população, em especial nas zonas ribeirinhas, para que proteja bens e pessoas e siga rigorosamente as indicações das autoridades.
“O que pedimos é cautela, cumprimento das instruções e comportamentos responsáveis. Estamos em alerta”, conclui.
A autarquia deverá voltar a atualizar a situação ao longo da tarde, após nova reunião da Proteção Civil Sub-Regional, que contará com a presença da ministra do Ambiente.
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