Mau tempo
"Situação de risco grave acabou" em Coimbra, mas pessoas ainda não podem regressar a casa
13 fev, 2026 - 20:05
"A situação de risco grave acabou" em Coimbra, mas ainda há zonas inundadas pelo Mondego e as pessoas retiradas ainda não podem regressar a casa, declarou esta sexta-feira ao início da noite a autarca Ana Abrunhosa. As previsões de uma "cheia centenária" não se confirmaram.
“Estamos fora daquela situação que muito nos preocupava, apesar de continuarmos com zonas inundadas em Coimbra. Vamos continuar em estado de emergência municipal, mas a situação de risco maior desapareceu”, afirma a presidente da câmara, em conferência de imprensa.
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As condições climatéricas melhoraram na região, a situação na barragem da Aguieira está controlada e a "situação de risco grave acabou", garante Ana Abrunhosa.
"Aquela situação que temíamos de a baixa de Coimbra ficar inundada já não consta das nossas previsões", tranquilizou.
Apesar das boas notícias das últimas horas, o concelho de Coimbra vai "continuar em alerta" devido à existência de zonas alagadas.
"Populações das zonas alagadas não devem ainda regressar a casa"
Cerca de três mil pessoas residentes em zonas ribeirinhas receberam na quarta-feira ordem de evacuação e ainda não poderão regressar a casa.
"As populações das zonas alagadas não devem ainda regressar a casa, porque vão continuar alagadas provavelmente durante o fim de semana. Vamos ter bom tempo no fim de semana e quando for seguro as pessoas regressaram às suas casas e explorações agrícolas, nós comunicaremos. Não regressem porque ainda é arriscado, não é seguro regressar a casa", apela Ana Abrunhosa.
A partir de sábado, os utentes retirados de três lares de idosos que foram retirados poderão regressar às instituições.
Em relação a Montemor-o-Velho, Ana Abrunhosa diz que o caudal elevado e "vai continuar inundado por mais um mês".
Afastado o receio de uma "situação de grande perigo" em Coimbra, a autarca explica que a fase seguinte será fazer contas aos estragos.
Ana Abrunhosa garante que as autoridades não olharão a meios e esforços para "voltar à normalidade, mas sabendo que a normalidade nunca volta a ser aquilo que era antes, porque vamos mesmo ter que pensar maneira diferente de reconstruir cidade, de fazer cidade e de fazer concelho".
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