Fuzileiros salvam 40 mil abelhas em Coimbra numa operação invulgar durante as cheias
14 fev, 2026 - 21:43 • Olímpia Mairos , com Liliana Monteiro
Marinha e Autoridade Marítima mantêm forte dispositivo no apoio às populações afetadas pelas cheias em várias regiões do país.
O resgate de oito colmeias com cerca de 40 mil abelhas, em São Martinho da Árvore, marcou esta sábado a atuação da Marinha Portuguesa e da Autoridade Marítima Nacional no apoio às populações afetadas pelas depressões e cheias que atingem várias regiões do país.
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A operação, realizada por um pelotão de Fuzileiros, permitiu salvar as colmeias localizadas numa zona agrícola com acessos submersos, após um pedido de ajuda feito por um apicultor às autoridades locais.
De acordo com a Marinha, os militares tiveram de recorrer inicialmente a um trator e, posteriormente, a um bote para chegar ao local. Com o apoio do proprietário, foi possível retirar as colmeias em segurança, sendo ainda necessário equipar um dos Fuzileiros com fato de apicultor devido à subida do nível da água. A missão terminou com sucesso e incluiu uma nota curiosa: juntamente com as colmeias foi também resgatado um rato do campo.
Ainda durante este sábado, as forças no terreno procederam à remoção de cerca de quatro toneladas de destroços das estradas em Leiria e continuaram ações de recuperação de infraestruturas, sistemas essenciais e transporte diário de bens, assegurando apoio a milhares de habitantes das zonas mais afetadas. Estas operações decorrem em coordenação com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
Desde o início da resposta, a Marinha e a AMN já percorreram mais de 8.500 quilómetros em ações de reconhecimento, tendo resgatado mais de 280 pessoas, removido mais de 430 toneladas de detritos fluviais e apoiado mais de 335 infraestruturas habitacionais e de serviços públicos. Foram ainda realizadas centenas de ações de apoio a equipamentos de produção de energia, auxiliados 403 animais e transportadas mais de 11 toneladas de comida para animais por via fluvial.
O dispositivo mantém 47 botes posicionados em zonas ribeirinhas de maior risco, nomeadamente nos rios Lis, Mondego, Tejo, Sorraia, Sado, Guadiana e Arade, além de meios concentrados na Base Naval de Lisboa. No total, estão empenhados cerca de 530 militares e elementos da Polícia Marítima, apoiados por dezenas de viaturas, embarcações, drones, geradores e um helicóptero em prontidão.
A Marinha e a Autoridade Marítima Nacional sublinham que, em paralelo com estas missões de apoio à população, continuam a cumprir a sua missão permanente de vigilância e segurança marítima, 24 horas por dia, 365 dias por ano.
- Noticiário das 20h
- 13 mai, 2026










