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Portugal está em "fase de recuperação", mas quedas de árvores e desmoronamentos vão continuar

14 fev, 2026 - 13:18 • Daniela Espírito Santo

O tempo parece querer dar tréguas a Portugal Continental, este sábado, mas a Proteção Civil diz que ainda não é tempo para baixar a guarda: os solos "continuam muito saturados" e as quedas de árvores, desmoronamentos e deslizamentos de vertentes vão continuar "a ser uma realidade" durante "pelo menos mais uma semana".

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O tempo parece querer dar tréguas a Portugal Continental, este sábado. No habitual briefing de final de manhã, Mário Silvestre, comandante nacional da Proteção Civil, falou, sobretudo, em "períodos de chuva e aguaceiros geralmente fracos", mas pediu para que as populações não relaxem na prevenção. O cenário meteorológico terá "impacto positivo na situação hidrológica", garante o responsável, mas muitos rios continuam "com risco de inundação, embora com condições menos severas".

Baixar a guardar não é, portanto, uma opção. Silvestre relembra que, tendo em conta que os solos "continuam muito saturados", as quedas de árvores, desmoronamentos e deslizamentos de vertentes vão continuar "a ser uma realidade" durante "pelo menos mais uma semana".

Proteção Civil pede "extremo cuidado"

No mais recente balanço da Proteção Civil, o comandante nacional Mário Silvestre dá conta de 18589 ocorrências desde o início do mês e adianta que estiveram empenhados mais de 63 mil operacionais, com 25 mil meios, no socorro às populações.

Numa altura de aparente "regresso à normalidade", em que se espera que os rios voltem "ao seu leito normal", o responsável da Proteção Civil lembra que, mesmo assim, existem 12 planos distritais ativados e 15 declarações de situação de alerta em vigor. A diminuição no número dos planos municipais (de 125 para 122) é "sinal do desagravamento das condições", mas não pode ser encarada como o final dos trabalho.

"Estamos numa fase de recuperação"

Perante o cenário de desagravamento, Mário Silvestre acredita que muitas das zonas que estiveram inundadas nos últimos dias poderão experimentar, agora, algum alívio, mas assegura que isso não vai representar menos trabalho.

"Continuaremos com um trabalho muito grande pela frente, com muitas equipas no terreno. Estamos numa fase de recuperação. É preciso recuperar todas estas zonas e, por isso, iremos manter este empenho por todo o tempo que seja necessário. É este o compromisso de toda a Proteção Civil no terreno", assegura.

O responsável pela Proteção Civil volta a pedir à população para ter cuidado, não se colocando em perigo para filmar ou fotografar situações de calamidade, mas para avisarem as autoridades sempre que encontrarem, por exemplo, fissuras no solo. "Continuamos a dizer a todas as pessoas para terem extremo cuidado", recorda, relembrando que ainda existem pelo menos 35 mil pessoas em Portugal sem energia elétrica por causa dos efeitos do mau tempo das últimas semanas.

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