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Tempestade Kristin

“Retrocesso”. Leiria e Montemor criticam fim da isenção de portagens nas zonas do temporal

16 fev, 2026 - 10:46 • André Rodrigues

Gonçalo Lopes já defendia isenção antes da calamidade e promete não desistir. José Veríssimo considera que a decisão “não faz sentido", numa altura em que muitas estradas continuam cortadas na zona de Coimbra, depois da tempestade Kristin.

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Gonçalo Lopes, presidente da Câmara de Leiria

Os autarcas de Leiria e de Montemor-o-Velho criticam o fim da isenção de portagens, terminada a situação de calamidade.

A isenção devia manter-se, independentemente da situação de calamidade”, defende na Renascença Gonçalo Lopes, lembrando que “a isenção de portagens no eixo Leiria–Marinha Grande já era reivindicada antes mesmo da passagem do temporal, devido ao forte fluxo diário de viaturas naquela zona”.

Gonçalo Lopes fala em “retrocesso”, numa altura em que Leiria continua a lidar com danos significativos provocados pelo temporal.

“Temos riscos elevados na gestão dos edifícios fortemente abalados, no espaço público e na gestão hídrica da bacia do Lis”, enumera.

Danos em Montemor? “Ainda não dá para ter uma noção”

Tal como em Leiria, também em Montemor-o-Velho, no distrito de Coimbra, a decisão de acabar com a isenção de portagens é recebida com perplexidade.

Não faz nenhum sentido. A A1, a Nacional 111 e a A14 estão interrompidas. Seria um sinal de reconhecimento pelo sofrimento das pessoas. Era o mínimo que se poderia fazer”, critica José Veríssimo.

Embora o nível das águas comece a baixar – “já baixou um bom bocado” – o autarca reconhece que não “ainda não dá para ter uma noção” do impacto real da calamidade, mas assegura que os danos são significativos.

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E exemplifica: “o centro náutico foi a instalação mais afetada, com máquinas de muito valor”.

Depois, há danos impactos que não são quantificáveis em euros e que são bem mais difíceis de reparar.

José Veríssimo admite que “não há dinheiro que pague a ansiedade e a preocupação que as pessoas tiveram durante estes dias.”

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  • Enquanto
    16 fev, 2026 até lá, não 14:38
    Quando as estradas alternativas estiverem em condições, podem restabelecer portagens. enquanto isso não acontece, deve manter-se a isenção.

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