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Mau tempo

Cerca de 170 estradas continuam encerradas e Coimbra com maior número

20 fev, 2026 - 17:50 • Lusa

As autoestradas cortadas são todas no distrito de Coimbra, designadamente a A14, que está interdita em quatro pontos junto às localidade de Maiorca e Alfarelos e no acesso à A1, a A17, ao quilómetro 54, e a A1, entre Coimbra Sul e Coimbra Norte.

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Cerca de 170 estradas continuam esta sexta-feira cortadas ao trânsito devido ao mau tempo, incluindo seis troços de autoestradas, e Coimbra é o distrito com mais vias interditas à circulação, segundo a GNR.

Informações enviada à Lusa pela Guarda Nacional Republicana (GNR) indicam que estão encerradas ao trânsito 174 estradas, seis das quais autoestradas, 83 estradas nacionais (EN), 80 estradas municipais (EM), três itinerários complementares (IC) e dois itinerários principais (IP).

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Há uma semana, de acordo com o balanço feito à Lusa pela GNR, estavam cortadas 206 estradas, mais 32.

As autoestradas cortadas são todas no distrito de Coimbra, designadamente a A14, que está interdita em quatro pontos junto às localidade de Maiorca e Alfarelos e no acesso à A1, a A17, ao quilómetro 54, e a A1, entre Coimbra Sul e Coimbra Norte.

Segundo a GNR, o IC 3 está cortado ao trânsito ao Km 13, junto a Penela, no distrito de Coimbra, e o IC9 está interdito junto a Alcobaça e em Tomar, entre os quilómetros 55 e 60.

Estão também encerrados o IP4, ao quilómetro 92 no distrito de Vila Real, e o IP3, entre os quilómetros 60 e 67 em Penacova.

Os dados da GNR mostram também que Coimbra é o distrito com mais vias cortadas, com 49, seguido de Lisboa (21), Santarém (20), Viseu (11), Vila Real e Leiria, com nove cada, Castelo Branco (8), Setúbal (6), Évora (5) e Portalegre, Braga e Viana do Castelo (quatro em cada).

A GNR indica que os motivos para os cortes são inundações, desmoronamentos, risco de abatimento e deslizamento de terras, não existindo previsão para reabertura das cerca de 170 estradas.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou a 15 de fevereiro.

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