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Saúde

IPO Lisboa. Primeira unidade de apoio domiciliário nasceu há 70 anos e nunca mais parou

27 fev, 2026 - 06:00 • Anabela Góis

Equipa de 12 profissionais acompanha cerca de 65 doentes por ano. "Deparamo-nos com pessoas mais sozinhas e com menos apoio do que há 20 anos. E também são mais idosos. Muitas vezes, é um idoso a cuidar de outro."

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Setenta anos depois de ter sido criada, a primeira unidade de assistência domiciliária do país acompanha cerca de 65 doentes por ano.

São pessoas com doenças avançadas, progressivas e sem cura da área do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa que, graças a este apoio, passam menos tempo internadas, mantendo os cuidados diferenciados de que necessitam em casa.

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A gestão eficaz da dor, o tratamento de feridas complexas e o acompanhamento próximo e humanizado dos doentes e das suas famílias continuam a ser pilares centrais da sua intervenção, focada na área dos cuidados paliativos

Madalena Feio, especialista em medicina interna, lidera a equipa que é constituída por 12 profissionais. “Somos explica uma equipa multidisciplinar. Temos três médicos, oito enfermeiros, uma assistente social e também um assistente espiritual”, sublinha.

Já chegaram a ser 18, neste momento – por causa da sua complexidade - a equipa acompanha 12 doentes. “A mais nova tem 23 anos, o mais velho tem 84 anos, todos com doenças oncológicas, seguidos no IPO de Lisboa”.

A médica diz que o trabalho desta equipa visa proporcionar aos doentes “melhor qualidade de vida, controlo de sintomas, mas também apoio a quem cuida destes doentes. Portanto, resumindo, é uma equipa domiciliária de cuidados paliativos”.

Deparamo-nos com pessoas mais sozinhas e com menos apoio do que há 20 anos. E também são mais idosos. Muitas vezes é um idoso a cuidar de outro

A unidade de apoio domiciliário do IPO completa esta sexta-feira 70 anos. Foi inaugurada a 27 de fevereiro de 1956 — data que marcou o início do Serviço de Visitação Domiciliária, como se chamava na altura.

“Ao longo de sete décadas tem vindo a afirmar um modelo de cuidados centrado na pessoa, que alia competência técnica, proximidade e humanidade”, diz Madalena Feio, que coordena a equipa há 20 anos.

Neste período já tratou muitos doentes, mas nunca tão sozinhos. Diz que “há pessoas mais sozinhas. Os familiares estão fora, emigraram, ou trabalham e por isso deparamo-nos com pessoas mais sozinhas e com menos apoio do que há 20 anos atrás. E também são mais idosos. Muitas vezes é um idoso a cuidar de outro”.

Para o futuro Madalena Feio tem um desejo: que a equipa possa crescer e apoiar mais doentes em casa. Nesta altura são 12 e há 4 em lista de espera.

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