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Bolieiro espera que relacionamento com Governo sobre Base das Lajes se mantenha

02 mar, 2026 - 13:13 • Lusa

Boleiro referiu que desde sábado "houve uma alteração significativa" na utilização da base militar açoriana pelos Estados Unidos.

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O presidente do Governo dos Açores disse esta segunda-feira esperar que o relacionamento do seu executivo com o Governo da República se mantenha relativamente à informação sobre a utilização da Base das Lajes pelos Estados Unidos.

"O que eu quis sinalizar, sobretudo, foi que o relacionamento com o Governo da República quanto à informação, que nós exigimos, e que é de bom-tom que se mantenha", disse José Manuel Bolieiro aos jornalistas, na Madalena, na ilha do Pico, no início de uma visita estatutária de três dias.

O presidente do executivo açoriano de coligação PSD/CDS-PP/PPM foi questionado sobre a declaração política sem direito a perguntas, que proferiu no domingo, no Palácio de Sant"Ana, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.

"A responsabilidade do sujeito do direito internacional [da Base das Lajes, na ilha Terceira] é o Estado português, não é o Governo Regional, mas, obviamente, que quero estar informado relativamente aquelas que são as responsabilidades do próprio Estado português na relação com o Governo dos Açores. E foi isso que eu quis sinalizar ontem [domingo]. E que, fruto, também, desta evolução [relacionada com o ataque ao Irão, no sábado], [...] quero ver reforçado", esclareceu.

Boleiro referiu, ainda, que desde sábado "houve uma alteração significativa" na utilização da base militar açoriana pelos Estados Unidos e foi isso que assegurou, quer com o gabinete do primeiro-ministro, quer diretamente com o ministro dos Negócios Estrangeiros.

O presidente do Governo dos Açores afirmou no domingo que o Acordo Bilateral de Defesa e Cooperação entre Portugal e os Estados Unidos "foi cumprido" e que a importância dos Açores "foi reconfirmada" com o recente ataque ao Irão.

Numa declaração política sem direito a perguntas dos jornalistas, José Manuel Bolieiro referiu que "no atual contexto internacional de guerra" o Governo dos Açores e o Governo "mantiveram contactos e troca de informação" através do primeiro-ministro, ministro dos Negócios Estrangeiros e presidente do executivo açoriano.

De acordo com o líder do executivo açoriano, os Açores e a sua posição geográfica "são um ativo, cuja centralidade estratégica para a segurança e defesa atlântica e ocidental, no plano nacional, no quadro da NATO e das relações com países aliados de Portugal, está agora reconfirmada pela atual conjuntura internacional".

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