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Saúde

Eduardo Barroso contra um novo centro para cirurgia cardíaca no Porto

02 mar, 2026 - 08:00 • Anabela Góis

O presidente da Comissão Nacional de Centros de referência defende que o problema se resolve dando mais capacidade aos centros que já existem.

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O presidente da Comissão Nacional de Centros de Referência, Eduardo Barroso, discorda da abertura de um novo centro para cirurgia cardíaca no Hospital de Santo António, no Porto.

A reivindicação é antiga e ganhou nova força com as denúncias de atrasos na resposta aos doentes, feitas pelos diretores da cardiologia dos hospitais de Santo António, Matosinhos, Vila Real e Penafiel.

À Renascença, Eduardo Barroso discorda e defende que o problema se resolve dando mais capacidade aos centros que já existem.

"O que nos parecia correto era dar condições a esses centros de referência já existentes. Aqueles que abriram agora de novo, que é de Braga, Gaia e a São João, para poder expandir a sua atividade. Isso é que é correto", aponta.

O especialista refere que, obtendo mais recursos, estes centros "vão poder ter mais casuística, funcionar com equipas multidisciplinares, funcionar de maneira correta".

Barroso defende que há muitas questões que têm de ser tidas em conta antes que seja permitida a abertura de um novo centro de cirurgia cardíaca. Não pode ser apenas por vontade dos diretores das ULS.

"Têm de se saber quais são os profissionais, qual é a diferenciação desses profissionais, como é que as equipas vão funcionar, se é em permanência, porque se não for em permanência e se não puderem responder 24 horas por dia, 365 dias por ano, não podem pura e simplesmente ser um centro de referência nessa área, portanto, estas coisas têm que ser feitas com o pés e cabeça", argumenta.

O presidente da Comissão Nacional de Centros reitera que é preciso avaliar se há, de facto, necessidade de abrir um novo centro cirúrgico e apurar se a justificação agora avançada se verifica.

A ministra da Saúde admitiu na semana passada a possibilidade de abrir novos centros de cirurgia cardíaca na região norte se for esse o parecer dos peritos.

A Renascença apurou que Ana Paula Martins e o diretor-executivo do SNS já estiveram reunidos com os responsáveis pelos centros de referência da especialidade do país para apurarem as reais necessidades do Serviço Nacional de Saúde.

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