Justiça
Jovem acusado de instigar massacres pela internet viola sistema informático da prisão
02 mar, 2026 - 11:35 • Liliana Monteiro
Jovem de Santa Maria da Feira violou rede informática da prisão-escola em Leiria onde está em prisão preventiva. "Mais uma vez, a gestão prisional falhou", diz o presidente do Sindicato dos Guardas Prisionais.
O jovem de Santa Maria da Feira, que começou no último mês a ser julgado por instigar múltiplos massacres em escolas brasileiras através da plataforma Discord, está a cumprir prisão preventiva no estabelecimento prisional de Leiria e foi colocado na biblioteca onde voltou a ter acesso a computadores.
À Renascença, Frederico Morais, presidente do Sindicato dos Guardas Prisionais, defende que, "mais uma vez, a gestão prisional falhou, e a este indivíduo, que está em preventiva por alegados crimes informáticos, foi-lhe permitido trabalhar na biblioteca onde tinha acesso aos computadores sem controlo e onde conseguiu desbloquear um computador".
O arguido terá conseguido violar o sistema informático prisional.
Guardas prisionais dizem que tempestade Kristin deixou "prisão-escola" de Leiria com falhas de segurança
Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional fa(...)
“Os computadores só têm filtros que não permitem acesso à internet. Só um crânio da informática chega ali e tira os filtros e navega na internet como se de nada se tratasse”, diz à Renascença, acrescentando que “um guarda percebeu que o computador não estava nos programas normais da biblioteca, mas na internet”.
O jovem que enfrenta mais de 250 acusações criminais, incluindo a alegada instigação do homicídio de uma adolescente de 17 anos durante o Massacre de Sapopemba, em São Paulo, enfrenta agora um processo disciplinar.
"Já foi retirado da biblioteca e foi alvo de processo disciplinar. O que visitou na internet e fez... Ninguém pediu à Polícia Judiciária para fazer inspeção aos computadores e que tenhamos conhecimento ninguém os verificou”, acrescenta o presidente do Sindicato dos Guardas Prisionais.
Frederico Morais aponta falhas ao plano educacional dos jovens no estabelecimento Prisional de Leiria.
"Falham os serviços de educação, qualquer recluso no regime de trabalho tem de ter verificação do historial. Se temos um arguido acusado por questões ligadas ao sistema informático, não pode ser permitido trabalhar onde há computadores sem supervisão, aí os serviços falham”, critica ainda o presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional.
Em resposta por escrito à Renascença, a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) “desmente, taxativamente” que o recluso “tenha tentado aceder à Internet e que esteja a ser objeto de qualquer procedimento disciplinar por este ou por qualquer outro motivo”.
A DGRSP garante que “no espaço da biblioteca do Estabelecimento Prisional de Leiria (jovens) não há nenhum ponto de acesso à Internet”.
[notícia atualizada às 20h04 - com a resposta da DGRSP]
- Noticiário das 5h
- 16 abr, 2026









