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Mais de 1.100 condutores apanhados ao telemóvel numa semana. Seis mortos durante campanha de fiscalização

03 mar, 2026 - 11:22 • Olímpia Mairos

No mesmo período, contabilizaram-se 2.882 acidentes, dos quais resultaram seis vítimas mortais, 38 feridos graves e 815 feridos leves.

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Foram registadas 1.172 infrações por uso do telemóvel ao volante durante a campanha “Ligue-se à vida – não ao telemóvel”, que decorreu entre 24 de fevereiro e 2 de março de 2026. No mesmo período, contabilizaram-se 2.882 acidentes, dos quais resultaram seis vítimas mortais, 38 feridos graves e 815 feridos leves.

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A operação, integrada no Plano Nacional de Fiscalização (PNF) 2026, foi promovida pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, pela Guarda Nacional Republicana e pela Polícia de Segurança Pública, com ações nos distritos de Braga, Santarém e Aveiro, além das Regiões Autónomas.

Durante a campanha foram fiscalizados 609.089 veículos, dos quais 62.944 em operações presenciais. Do total de infrações por telemóvel, 99% ocorreram no Continente e 1% nas regiões autónomas. A GNR detetou 981 casos e a PSP 191.

No mesmo período, foram ainda fiscalizados automaticamente por radar 3,5 milhões de veículos. As autoridades registaram 7.814 infrações por excesso de velocidade, fator que está na origem de cerca de um terço das mortes nas estradas portuguesas. Foram também detetadas 665 infrações por condução sob o efeito do álcool.

“Aumenta em quatro vezes o risco de acidente”

A campanha teve como objetivo alertar para os riscos da utilização do telemóvel durante a condução. Segundo as autoridades, usar o telemóvel ao volante aumenta em quatro vezes o risco de acidente.

Entre as mensagens transmitidas aos 601 condutores e passageiros sensibilizados esteve o alerta de que, “a 50 km/h, olhar para o telemóvel durante três segundos equivale a percorrer 42 metros com os olhos vendados, o equivalente a uma fila de 10 carros”.

As entidades envolvidas sublinham ainda que o tempo de reação provocado pelo uso do telemóvel pode ser superior ao efeito de uma taxa de álcool no sangue de 0,8 g/l.

O lema da campanha foi claro: “Desligue o telemóvel, ligue-se à vida.”

Mais acidentes do que em 2025

Face ao período homólogo de 2025, registaram-se mais 316 acidentes, embora tenha havido menos uma vítima mortal e menos 11 feridos graves. Em contrapartida, houve mais 106 feridos leves.

As seis vítimas mortais — todas do sexo masculino, com idades entre os 25 e os 93 anos — resultaram de acidentes ocorridos nos distritos de Aveiro, Leiria, Lisboa, Porto e Viseu, envolvendo despistes de motociclos, ciclomotores e veículos ligeiros, bem como uma colisão entre dois automóveis.

Segunda de 11 campanhas em 2026

Esta foi a segunda das 11 campanhas previstas no âmbito do PNF 2026. Até ao final do ano estão programadas mais nove ações, combinando sensibilização e fiscalização.

Desde 2020, as campanhas nacionais de fiscalização são promovidas anualmente pela ANSR, GNR e PSP, seguindo recomendações europeias. Em 2026, o plano mantém os eixos da velocidade, álcool, dispositivos de segurança, uso do telemóvel e veículos de duas rodas a motor, integrando ainda um novo foco nos utilizadores vulneráveis.

As autoridades recordam que “a sinistralidade rodoviária não constitui uma fatalidade” e defendem que as consequências mais graves podem ser evitadas através da adoção de comportamentos responsáveis e seguros por todos os utilizadores da estrada.

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