Operação "Dignidade"
Sapadores florestais de Seia indiciados por violação de colega ficam com pulseira eletrónica
04 mar, 2026 - 21:37 • Lusa
Suspeitos "fortemente indiciados pela prática dos crimes de violação" contra um colega de equipa de 61 anos saíram em liberdade e vão ter de se apresentar semanalmente no posto da GNR da cidade, proibidos "contactar entre si e com a vítima".
Os quatro sapadores florestais da Câmara de Seia indiciados pelos crimes de violação, coação, coação sexual e perseguição de que foi vítima um colega de 61 anos, saíram em liberdade, mas com pulseira eletrónica.
Os detidos foram esta quarta-feira presentes ao Tribunal de Seia, que lhes aplicou as medidas de coação de "apresentações semanais no posto da GNR da cidade, proibição de contactar entre si e com a vítima, medida controlada por pulseira eletrónica", disse à agência Lusa fonte judicial.
O Tribunal determinou ainda a suspensão de funções dos quatro arguidos na Câmara Municipal de Seia, distrito da Guarda.
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Os quatro sapadores florestais, com idades entre os 40 e 51 anos, foram detidos na terça-feira pela Polícia Judiciária da Guarda, no âmbito de um inquérito titulado pelo DIAP daquela cidade.
Estão "fortemente indiciados" pela prática dos crimes de violação, coação, coação sexual e perseguição de que foi vítima um colega de 61 anos.
"Os crimes ocorreram em contexto laboral, em locais ermos onde desenvolviam a sua atividade, sendo vítima um homem de 61 anos, assistente operacional, com funções de vigilância florestal, integrado na mesma equipa", adiantou a PJ em comunicado enviado à agência Lusa.
Operação "Dignidade"
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Segundo a Judiciária, "desde setembro de 2018, a vítima foi sujeita a atos sexuais violentos, ações vexatórias e ofensas sexuais, quase diariamente".
A investigação teve início após uma denúncia da vítima à GNR de Seia, "motivada pelo seu estado de saúde periclitante, resultante das ações que sofreu ao longo dos anos".
Os abusos terão cessado, alegadamente, em janeiro de 2025, quando a vítima sofreu um AVC e se queixou do sucedido ao médico.
O caso motivou ainda a abertura de um processo de averiguação por parte da Câmara de Seia e a suspensão dos sapadores envolvidos, que foram posteriormente alvo de um processo disciplinar interno.
O presidente da Câmara de Seia, Luciano Ribeiro, adiantou à agência Lusa que a vítima tem recebido apoio psicológico e social desde então.
"Quando tivermos decisão da justiça, o município concluirá o processo disciplinar em curso e aplicará as penas que tiver que aplicar", acrescentou.
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