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Saúde

​Urgência regional de obstetrícia de Loures arranca a 16 de março

05 mar, 2026 - 20:11 • Anabela Góis , com Lusa

O Hospital de Vila Franca de Xira passa a receber apenas casos simples, com a triagem das grávidas a ser feita por telefone, pela linha SNS24.

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A urgência regional de obstetrícia no Hospital de Loures vai começar a funcionar no dia 16 deste mês.

O Hospital de Vila Franca de Xira passa a receber apenas casos simples, com a triagem das grávidas a ser feita por telefone, pela linha SNS24 (808 24 24 24).

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O anúncio foi feito esta quinta-feira, no Parlamento, pelo diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), que adiantou que não vai haver transferência de equipas entre os dois hospitais.

Segundo Álvaro Almeida, está a ser elaborado um sistema de escalas entre as ULS que vai determinar quais as equipas que asseguram em cada momento o funcionamento da urgência centralizada.

INEM "funciona melhor hoje do que no ano passado"

O diretor executivo do SNS afirmou, também, que o INEM está a funcionar melhor do que no passado, apresentando um desempenho superior ao de anos anteriores, embora continue a enfrentar dificuldades.

“O INEM, penso que neste momento, está a funcionar melhor do que estava no passado”, afirmou Álvaro Almeida no Parlamento, sublinhando que os problemas não são novos.

O responsável falava na comissão parlamentar de inquérito (CPI) ao Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) para apurar responsabilidades durante a greve no final de 2024 e a relação das tutelas políticas com o instituto desde 2019.

Perante os deputados, Álvaro Almeida rejeitou leituras negativas sobre o estado do INEM, bem como do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“Nem o SNS, e o INEM em particular, está tão mal como às vezes querem fazer passar. Não estou a dizer que está tudo bem, não é isso. Nem o INEM está tudo bem, nem o SNS está tudo bem. Mas também não está tão mal como parece”, salientou.

O diretor executivo do SNS avaliou como “claramente positivo” o balanço da articulação com o INEM, apesar de admitir que o funcionamento não é isento de falhas.

Álvaro Almeida destacou a capacidade de resposta conjunta em cenários particularmente exigentes, como “aconteceu há poucas semanas com as tempestades” que assolaram o país.

Álvaro Almeida afirmou ainda que a retirada de cerca de 120 milhões de euros ao INEM entre 2020 e 2023 limitou a autonomia financeira do instituto, defendendo que a decisão reduziu a sua capacidade de gestão e terá prejudicado investimentos necessários.

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