Transportes
Covilhã exige ao Governo reabertura integral da Linha da Beira Baixa
06 mar, 2026 - 16:57 • Olímpia Mairos
Moção aprovada por unanimidade alerta para impactos na mobilidade, economia e exportações da região.
A Câmara Municipal da Covilhã exige ao Governo a “rápida reparação” e a reabertura integral da Linha da Beira Baixa, atualmente parcialmente interrompida, situação que deixa o território sem ligação ferroviária direta a Lisboa.
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A posição consta de uma moção apresentada pelo presidente da autarquia, Hélio Fazendeiro, e aprovada por unanimidade na reunião do executivo desta sexta-feira.
No documento, a autarquia sublinha que a Linha da Beira Baixa é “uma infraestrutura ferroviária estratégica para a mobilidade, coesão territorial e desenvolvimento económico da Beira Interior”.
A moção lembra ainda que esta linha tem sido essencial para garantir a ligação entre o interior e os principais centros urbanos do país.
“Tem assegurado a ligação entre populações do interior e os principais centros urbanos do país, sendo um elemento essencial para combater o isolamento e promover a igualdade de oportunidades entre territórios”, refere o texto.
Impacto na mobilidade das populações
A interrupção do serviço resulta dos danos provocados pelas recentes tempestades, mas a autarquia alerta que a suspensão do serviço Intercidades tem tido consequências significativas para a população.
“É uma situação que afeta diretamente milhares de cidadãos que dependem do transporte ferroviário para trabalhar, estudar ou aceder a serviços essenciais”, lê-se na moção.
Além da ligação à capital, o município destaca que as ligações ferroviárias dentro da própria região também foram reduzidas de forma significativa.
No troço entre Covilhã e Guarda, por exemplo, passaram de cerca de dez comboios diários para apenas quatro.
Segundo a autarquia, esta redução “compromete seriamente a possibilidade de deslocações diárias para consultas médicas, trabalho ou ensino dentro das necessidades horárias que esses compromissos implicam”.
Preocupação com impacto económico
A Câmara alerta ainda que esta situação agrava as dificuldades de mobilidade numa região marcada por carências históricas em transportes públicos e por fortes assimetrias territoriais.
Outra preocupação manifestada prende-se com o facto de a Linha da Beira Baixa ter ficado excluída dos investimentos previstos no Plano Ferroviário Nacional.
A autarquia recorda também que a linha é utilizada para transporte de mercadorias, com impacto direto na economia.
Estes comboios são considerados “determinantes e fundamentais para alavancar os serviços de exportação de produtos no território nacional”, alerta o documento.
Câmara pede intervenção urgente do Governo
Perante este cenário, a Câmara exige ao Governo a reparação urgente da infraestrutura e a reposição de uma oferta ferroviária adequada, incluindo serviços Intercidades ou equivalentes que assegurem ligações eficazes entre Guarda, Covilhã, Fundão, Castelo Branco e Lisboa.
A moção defende ainda a criação de um plano alternativo de mobilidade através da Linha da Beira Alta, bem como a inclusão da Linha da Beira Baixa nos investimentos estratégicos nacionais, nomeadamente no Plano Ferroviário Nacional.
Enquanto a linha não for reaberta, o município pede também medidas mitigadoras imediatas, como o reforço de serviços ferroviários e soluções alternativas que garantam a mobilidade das populações.
O documento vai ser enviado ao Governo, ao Ministério das Infraestruturas e Habitação, à Infraestruturas de Portugal, à CP — Comboios de Portugal e às autarquias e entidades da região da Beira Interior.
- Noticiário das 20h
- 21 mai, 2026







