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Crime

Mais sete polícias em prisão preventiva indiciados de tortura na esquadra do Rato

07 mar, 2026 - 12:35 • Redação

A investigação procurou apurar “a eventual prática de diversos crimes, designadamente, tortura grave, violação, abuso de poder, ofensas à integridade física qualificadas” , referiu a meio da semana a PSP.

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Os sete polícias detidos, na passada quarta-feira, por torturas na esquadra do Rato vão ficar todos em prisão preventiva, adianta este sábado a CNN Portugal.

No total, são já nove polícias em prisão preventiva por causa das acusações de crimes graves naquela esquadra de Lisboa. Este é o segundo processo sobre os mesmos factos, depois de, no primeiro, já terem ficado outros dois polícias em prisão preventiva.

A meio da semana, na quarta-feira, o Ministério Público e a PSP avançaram para a detenção de mais sete polícias.

Estes sete detidos da operação de quarta-feira são suspeitos de co-autoria nos mesmos crimes - por participação direta nos atos.

No mesmo inquérito, há ainda uma investigação a dezenas de outros elementos da PSP que terão tido conhecimento dos factos, nomeadamente em grupos de WhatsApp, e que não os denunciaram - incorrendo em crimes como denegação de justiça.

No âmbito desta operação, as autoridades realizaram nove buscas domiciliárias e sete buscas não domiciliárias , estas últimas em esquadras da PSP.

No mesmo comunicado enviado este sábado às redações, a PSP garante que "continuará a colaborar com as Autoridades Judiciárias competentes para o apuramento integral dos factos e para a realização da justiça".

E acrescenta que "enquanto Instituição pública responsável pela defesa dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos, e pela proteção da comunidade", a Polícia de Segurança Pública "repudia, de forma veemente, qualquer conduta, interna ou externa, que constitua uma violação flagrante desses princípios".

"Salientamos que foi a PSP que, logo que teve conhecimento dos factos, denunciou, executou diversas diligências processuais, procedeu a outras diligências de investigação, sempre sob a coordenação e direção do Ministério Público", remata.


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