Associação Portuguesa de Fertilidade pede ao novo PR que faça da fertilidade prioridade nacional
09 mar, 2026 - 11:36
Associação espera que António José Seguro utilize a sua magistratura de influência para promover o debate público sobre as questões da fertilidade.
A Associação Portuguesa de Fertilidade dirigiu um apelo direto ao novo Presidente da República, António José Seguro, instando-o a assumir a fertilidade como uma prioridade nacional durante o seu mandato.
Em causa está o que a organização classifica como "graves falhas estruturais" num setor que afeta diretamente milhares de famílias e que tem sido persistentemente negligenciado pelo Estado português.
A presidente da Associação Portuguesa de Fertilidade, Cláudia Vieira, sublinha que a “realidade no terreno é profundamente desigual e penalizadora para quem enfrenta a infertilidade”. A responsável alerta que a escassez persistente de doações do Banco Público de Gâmetas tem comprometido o acesso efetivo aos tratamentos de Procriação Medicamente Assistida (PMA), “criando listas de espera que ultrapassam todos os limites clinicamente aceitáveis”.
Paralelamente, Carla Vieira denuncia o "inaceitável vazio jurídico" em que se encontra a lei da gestação de substituição. Embora a legislação preveja este recurso para casos específicos - como a ausência ou doença grave do útero que impeça a gravidez de forma definitiva -, o prazo para a sua regulamentação por parte do Governo foi ultrapassado há muito tempo.
A associação espera que António José Seguro utilize a sua magistratura de influência para promover o debate público e incentivar soluções concretas que desbloqueiem os processos legislativos parados.
A Associação Portuguesa de Fertilidade já confirmou que irá solicitar uma audiência formal ao novo Chefe de Estado para debater estas políticas de fertilidade e sensibilizar para os problemas estruturais no acesso aos tratamentos.
- Noticiário das 8h
- 18 mai, 2026







