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Ministério Público recorre de decisão de não julgar polícias acusados de mentir sobre Odair Moniz

09 mar, 2026 - 14:40 • Lusa

Ministério Público vai recorrer da decisão que ilibou dois agentes da PSP acusados de falsidade de testemunho. Decisão do Tribunal Central de Instrução Criminal concluiu não existirem provas suficientes. Processo está ligado ao inquérito à morte de Odair Moniz, baleado pela polícia em 2024.

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O Ministério Público (MP) vai recorrer da decisão do tribunal de não levar a julgamento, por falsidade de testemunho, dois agentes da PSP acusados de terem mentido no inquérito à morte de Odair Moniz, baleado por um polícia.

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"O MP vai recorrer da decisão de não pronúncia", indicou fonte da Procuradoria-Geral da República, em resposta à Lusa.

O Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa, ilibou, a 16 de fevereiro, por falta de provas, dois agentes da PSP acusados pelo MP de falsidade de testemunho por, alegadamente, terem declarado que Odair Moniz tinha uma faca quando foi morto a tiro por outro polícia no bairro da Cova da Moura, concelho da Amadora, em 21 de outubro de 2024.

Na decisão instrutória, a que a Lusa teve acesso na semana passada, a juíza Cláudia Pina considerou que os arguidos deveriam ter sido ouvidos pelo MP nessa condição e não como testemunhas, anulando, por essa razão, o interrogatório.

Sem essa prova, e cabendo ao tribunal que está a julgar o agente acusado de ter matado Odair Moniz determinar se este tinha ou não uma faca, a magistrada concluiu que ficou "não provado por falta de elementos probatórios que os arguidos tivessem conscientemente prestado falsas declarações" e determinou a não pronúncia dos dois agentes da PSP. Assim, caso a decisão venha a ser confirmada, não irão a julgamento.

Odair Moniz, de 43 anos e residente no Bairro do Zambujal, na Amadora, foi baleado mortalmente no bairro da Cova da Moura pelo agente da PSP Bruno Pinto, depois de ter tentado fugir e resistido à detenção na sequência de uma infração rodoviária.

No despacho de acusação de homicídio contra este arguido não é referida qualquer ameaça com faca.

O julgamento desta acusação decorre no Tribunal Central Criminal de Sintra desde 22 de outubro de 2025.

Na primeira sessão, Bruno Pinto, de 28 anos, insistiu que acreditou que Odair Moniz o estava a ameaçar com uma faca quando disparou duas vezes. Desde então, as testemunhas têm apresentado versões divergentes quanto à posse e empunhamento da arma branca.

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