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PSP inicia operação nas escolas contra dependências de substâncias e jogos

09 mar, 2026 - 11:10 • Lusa

61% dos jovens de 18 anos jogam online: 28% jogam, em média, menos de duas horas por dia, 19% entre duas e três horas e 6% dos jovens passam seis horas ou mais a jogar online.

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A PSP inicia esta segunda-feira a operação "Vive na Real! -- Não na Dependência", para sensibilizar os alunos do 3.º ciclo do ensino básico e secundário para os perigos do consumo de substâncias psicoativas e da adição aos videojogos.

Em comunicado, a PSP explica que a operação, que se prolonga até ao dia 27 de março, inclui diversas ações de sensibilização relacionadas com a dependência de dispositivos eletrónicos, especialmente as redes sociais, uma tendência que se tem alterado nos últimos anos.

Na nota, a PSP lembra os dados do inquérito realizado no âmbito do Dia da Defesa Nacional, que dá conta de que a maioria (61%) dos jovens usa, em média, a internet durante quatro horas ou mais por dia, sendo que 40% usam durante cinco horas ou mais.

Os dados recolhidos indicam ainda que 41% dos jovens iniciaram a utilização da internet antes dos 10 anos.

O inquérito concluiu ainda que 97% dos jovens de 18 anos são utilizadores de redes sociais e que, destes, há 15% que utiliza as redes sociais durante períodos iguais ou superiores a seis horas.

Quanto à dependência do jogo, a PSP lembra que 61% dos jovens de 18 anos jogam online: 28% jogam, em média, menos de duas horas por dia, 19% entre duas e três horas e 6% dos jovens passam seis horas ou mais a jogar online.

A perturbação de adição aos videojogos foi incluída, em 2018, pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no Manual de Classificação Internacional de Doenças (ICD-11), sendo caracterizada por um padrão de comportamento de jogo persistente ou recorrente, seja em jogos "online" ou "offline".

A PSP sublinha igualmente a mudança na tendência de consumos e dependências, destacando que, além do consumo de álcool, os portugueses têm recorrido cada vez mais a outro tipo de substâncias psicoativas, sendo evidente o aumento da utilização de canábis.

"Entre os mais jovens destaca-se ainda o aumento do consumo de ecstasy e anfetaminas", alerta a PSP, que apela à comunicação de quaisquer situações relacionadas com adições nos mais jovens, em contexto escolar ou em qualquer outro tipo de ambiente.

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