Energia
Governo abre novo concurso para baterias de armazenamento de energia elétrica
10 mar, 2026 - 16:40 • José Pedro Frazão
Em entrevista à Renascença e ao jornal Público, a ministra do Ambiente e Energia considera que este reforço da capacidade de armazenamento, num concurso da ordem dos 60 milhões de euros, vai ajudar à resiliência da rede elétrica. Junta-se à aposta nas barragens e ao possível enterramento de linhas elétricas como eixos de intervenção para reforço da rede.
O Governo avança para um concurso para o armazenamento de energia em baterias no valor de 60 milhões de euros. O anúncio foi feito pela ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, em entrevista à Renascença e ao Jornal Público, no programa “Hora da Verdade” que será emitido esta quinta-feira.
O concurso avança esta terça-feira, com recurso a verbas do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR).
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“Em consequência da tempestade, verificou-se a urgência e a importância de tornar a nossa rede elétrica mais resiliente. Isso passa por ter mais armazenamento hídrico, mas vamos [também] ter armazenamento por baterias. Vamos abrir concurso para o qual redirecionámos 60 milhões de euros do PRR que ainda tínhamos”, explica a ministra com as pastas do Ambiente e da Energia.
Cabe às empresas em concurso definir o valor, a dimensão e o local onde vão instalar as baterias para armazenamento a ligar à rede elétrica.
Maria da Graça Carvalho reconhece que a aposta das baterias, só por si, não resolve os desafios associados a emergências como as vividas recentemente na zona centro do país. No entanto, a ministra confia que a medida tornará a rede mais resiliente.
“Vamos precisar mais de armazenamento hídrico, vamos precisar de algumas linhas enterradas – e para isso está a ser feito um estudo - mas esta é uma das componentes importantes”, explica a governante nesta entrevista.
Não é a primeira vez que o Governo abre um concurso para financiamento de projetos de armazenamento elétrico em baterias. No entanto, a “boa execução do PRR” permitiu este concurso extraordinário que permite reforçar a rede elétrica.
“Por acordo com a Comissão Europeia, embora seja PRR, esta verba passou para um sistema dentro da Agência para o Clima e temos dois anos para concluir este programa”, explica Graça Carvalho
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