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Primeiro dia de greve na prisão de Vale de Judeus com adesão de 90%

10 mar, 2026 - 22:21 • Alexandre Abrantes Neves

À Renascença, o presidente do Sindicato avança que os efeitos já se sentem no dia-a-dia dos reclusos e exige respostas à direção da cadeia.

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No primeiro dia de greve, a adesão na prisão de Vale dos Judeus rondou os 90%, segundo o Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP).

Em declarações à Renascença, o presidente Frederico Morais adianta que os serviços mínimos estão a ser cumpridos, mas que ainda há outros guardas a trabalhar.

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“Infelizmente, temos pessoas que estão ligadas à chefia da cadeia que, devido aos postos que ocupam, não têm um impacto direto com as atividades do recluso”, afirma. “Mas esperamos uma adesão superior nos próximos dias”.

Sobre os efeitos da greve, Frederico Morais diz que os efeitos se sentem “bastante” e em várias atividades da cadeia. “O recluso tem duas horas de céu aberto, tem atividades produtivas da cadeia, empresas contratadas, tem escola, o centro de formação. De resto, está tudo fechado 22 horas”.

A greve está prevista até 30 de abril, mas o SNCGP insiste que está “nas mãos” da direção da cadeira terminar com a paralisação mais cedo e dar resposta às exigências de segurança dos profissionais daquela prisão, de onde se evadiram cinco reclusos em setembro de 2024.

“A cedência é simples. É a direção da cadeia pôr as redes no pátio. Nós fizemos questão de transmitir ao Governo [esta terça-feira] que essa é uma questão incontornável. Ao mesmo tempo, é necessário a limpeza das matas à volta da cadeia. E, quando isso acontecer, nós ponderaremos suspender a greve”, remata.

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