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Ajuda humanitária

ACNUR lança angariação de fundos para apoio à crise humanitária no Médio Oriente

11 mar, 2026 - 10:00 • Rita Vila Real

Fundação Portugal com a ACNUR está a lançar uma angariação de fundos para distribuir kits de emergência, alimentos, abrigos, kits médicos e apoio psicossocial.

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O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) está a apelar para que os estados envolvidos na guerra no Médio Oriente "resguardem os direitos e a segurança das populações da região", contou à Renascença a responsável de alianças estratégicas da Fundação de Portugal com ACNUR, Isabel Roth.

A representante pede também que se garanta o "direito internacional humanitário", facilitando o acesso à ajuda humanitária e o deslocamento das pessoas para "regiões nas quais elas se sintam mais seguras".

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A ACNUR assume como principal missão "garantir que as pessoas que não se sentem seguras nos locais em que estão consigam deslocar-se em segurança e consigam aceder a recursos básicos para resguardar a sua integridade física e psicológica", explicou Isabel Roth.

Segundo dados avançados pela organização, existem 735 mil desalojados no território desde o início do conflito.

"Temos mais de 500 mil pessoas que se deslocaram dentro do Líbano, 115 mil deslocamentos dentro do Afeganistão, mais de 100 mil deslocamentos no Irão, Paquistão", indicou a representante, acrescentando que "a maior parte destes deslocamentos estão a acontecer dentro dos próprios países".

Perante o escalar do conflito, a Fundação Portugal com a ACNUR está a lançar uma angariação de fundos para "contribuir para a resposta de emergência que está a ser coordenada em toda a região".

O objetivo é distribuir kits de emergência, alimentos, abrigos, kits médicos e apoio psicossocial.

Depois de declarar emergência por seis meses, a organização também planeia reforçar as orientações burocráticas e jurídicas, assim como "continuar a monitorização da situação dentro dos países e nas regiões fronteiriças".

Isabel Roth lembrou ainda que "a região do Médio Oriente e do Norte da África, antes do início do conflito, já possuía um universo de quase 25 milhões de pessoas deslocadas à força, apátridas", muitas que até tinham fugido anteriormente.

A Portugal por ACNUR insiste, por isso, que o organismo das Nações Unidas "tem uma capacidade de resposta muito forte", e que tem conseguido responder à crise humanitária.

"O ACNUR é a única agência da ONU que tem capacidade de, em até 72 horas, prestar ajuda emergencial a mais de 600 mil pessoas em qualquer parte do mundo. Temos dois armazéns com mantimentos e itens de primeira necessidade no Dubai e no Uzbequistão, com capacidade logística e operacional para oferecer esse apoio com muita rapidez", acredita Isabel Roth.

Isabel Roth sensibilizou ainda para o "papel que cada um de nós tem diante dessa situação".

"Nós apelamos para a solidariedade da comunidade internacional, mas também para cada pessoa individualmente, e para que todas as entidades se solidarizem e contribuam", acrescenta.

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