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Educação

Escolas de ensino artístico têm de recorrer à banca para suportar custos

12 mar, 2026 - 08:00 • Fátima Casanova , João Malheiro

Centenas de docentes, alunos e pais de colégios que integram a rede de ensino artístico vão sair à rua esta quinta-feira para protestar contra a falta de meios e um desinvestimento crónico.

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Há escolas de ensino artístico que recorrem à banca para suportar os custos, segundo denúncia feita à Renascença pelo diretor da escola de Música de Nossa Senhora do Cabo, em Oeiras, uma das mais antigas do país.

Pedro Figueiredo diz que o financiamento não é atualizado há 17 anos e, nesta altura, os custos já ultrapassam em 40% o valor transferido pelo Estado.

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Este é um dos motivos que leva centenas de docentes, alunos e pais de colégios que integram a rede de ensino artístico a sair à rua esta quinta-feira para protestar.

"Desde 2009, os sucessivos Governos têm vindo a desinvestir e desconsiderar a rede de conservatórios que integra um número significativo de estabelecimentos privados que são frequentados atualmente por 32 mil alunos", lê-se, em comunicado da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP), que também promove o protesto que arranca pelas 15h00, em frente ao Ministério da Educação, em Lisboa.

Se não houver uma atualização eficaz, verdadeira e rigorosa já, e o já é mesmo já, pode significar a escola ter mesmo de fechar

A Rede de Conservatórios integra colégios com esta oferta gratuita que faz parte do sistema de ensino. Frequentam estes colégios 32 mil alunos.

O diretor da escola de Música de Nossa Senhora do Cabo diz, à Renascença, que o reforço de financiamento tem de ser imediato, porque há muitos colégios com empréstimos para pagar. Pedro Figueiredo detalha que "há escolas, neste momento, que já pediram empréstimos bancários para dar continuidade ao seu trabalho".

Quanto à escola que dirige, salienta que tem "muitos projetos desenvolvidos com a Câmara Municipal de Oeiras, que vão dando a possibilidade de suportar estas décalages que de ano para ano vão existindo".

Ainda assim, Pedro Figueiredo admite que “se não houver uma atualização eficaz, verdadeira e rigorosa já, e o já é mesmo já, pode significar a escola ter mesmo de fechar”. Frequentam este estabelecimento perto de 500 alunos, desde o primeiro ciclo ao ensino secundário.

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